[EVENTO] Grande Torneio da Campina I

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[EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Luthor Tyrell em Dom Dez 03, 2017 11:00 pm

ANÚNCIOS SOBRE A RECEPÇÃO

1 – As Princesas de Dorne serão recepcionadas por um jovem soldado que irá se apresentar como Garreth Grimm. Ele dará as boas vindas, contudo, deixará claro sua insatisfação em tê-las em seu território.

2 – Os Blackwood serão recepcionados pelo velho Sir Quettyn Graceford. Ele elogiará a beleza de Lady Cecil, contudo, ficará de olho neles, pois não acredita que os Tully simplesmente desapareceram mas sim foram assassinados por casas invejosas, deixando entender que foram os próprios Blackwood.

3 – Os Lannisters serão recepcionados pelo maneta Sir Igon Crane, Alto Castelão da Campina. Ele agradecerá pela presença dos Lannisters, dizendo que não é comum ver cabelos loiros pela Campina.

4 – Os Starks serão recepcionados por Sor Arryk Webber, que agradecerá a presença dos convidados e dirá que Lorde Tyrell esperava ansiosamente sua presença, e perguntará se eles fizeram boa viagem.

*5 – Os Baratheons serão recepcionados pelo próprio General da Campina, Sir Walter Flowers, ele elogiará a força militar Baratheon, e que não pretende enfrentá-los em combate.

*6 – Os Tarly serão recepcionados pelo próprio Meister Garlan Tyrell, que agradecerá a presença de seus mais honrados vassalos.

7 – Os Mormont serão recepcionados por Sir Hugh Clifton que dirá que Lorde Tyrell está feliz com sua presença. Elogiando o tempo de serviços prestados a Casa Stark

*8 – Os Greyjoy serão recepcionados por Lady Helena Tyrell, acompanhada de alguns guardas ela agradecerá a presença dos convidados e lamenta pelo desaparecimento de Quellon e Harren.

9 – Os Swann serão recepcionados por Sir Leo Webber, que agradecerá a presença dos nobres vassalos dos Baratheon, e perguntará se fizeram boa viagem.

10 – Os Arryn serão recepcionados pelo jovem soldado Lyonel Greenhill, que agradecerá a presença de seus convidados, e reforçará a importância do Vale de Arryn nos planos de aliança de Lorde Luthor.

OBS.: Apenas foi criado esse mecanismo de recebimento para evitar falhas no espaço-tempo do anfitrião (Lorde Luthor Tyrell), pois assim não será necessário que ele receba um por um, sendo dessa forma, ele apenas enviara seus emissários. Cada emissário reagira de uma forma, cabe aos convidados interagirem da maneira mais conveniente, para que não atrapalhe as narrações suas individuais. Contudo, a interação com os personagens propostos é necessária para que entrem em Jardim de Cima, mas se quiserem apenas ignorar eles após a recepção, não haverá problema.
Alguns personagens possuem características descritas no próprio enunciado, os que não possuírem, cabe ao narrador distribuir a ele características, se for conveniente.

(*) Serão recebidos por personagens recorrentes das narrações de Lorde Luthor Tyrell.
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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Cecilian Blackwood em Qui Dez 21, 2017 7:29 pm

Cecilian Blackwood

A exaustão tomava meu corpo, estávamos a quase mais de uma semana dormindo em barracas pequenas e estalagens no meio da estrada, tentamos parar o menor número de vezes para seguirmos cada vez mais ao sul e chegar ao nosso destino o mais rápido possível para evitar roubos ou cansaço desnecessário dos soldados.

Com os estandartes de nossa Casa erguidos, nós seguíamos pelas mediações de Jardim de Cima. O caminho era uma terra farta de cores e beleza, o cheiro das flores não se comparava ao cheiro de lama de Correrrio.

Estava tentada em descer para fazer uma coroa de flores para o meu cabelo, mas hesitei pelo fato de sermos os convidados, e quem é convidado deve respeitar não somente quem mora, mas as suas terras também.
-A beleza desses campos é encantadora, porém peço a todos que não retirem uma única pedra do lugar. – Declarei a todos.

Acenei para os meus irmãos o melhor lugar para montarmos as tendas, havia escolhido uma parte a qual era próxima ao rio que passava ao lado do castelo. A água era límpida e não tinha cheiro algum, podia ver claramente o solo quando peguei um punhado para limpar o meu rosto de suor.
-M’Lady pareceu gostar do lugar. – Disse Rodrick, meu escudeiro enquanto me ajudava a tirar a armadura dentro da tenda que já havia sido levantada para mim.

Rodrick estava comigo desde os seus dez anos, lembro-me exatamente do dia em o pai dele implorou ao Lorde Blackwood que ele fosse escudeiro de um dos seus filhos, como meus irmãos mais velhos já tinham a quem segui-los, o pequeno Rodrick passou a ser meu escudeiro. Olhei para ele novamente, enquanto retirava a parte do meu torso, e me deparei com um jovem rapaz de cabelos castanhos bem aparados e seus olhos claros que carregavam um brilho amável.
-Meus olhos estão admirados, mas meu coração deve ser cheio de água como um rio fluente. – Dei uma pausa. – Por que acha que estamos ao lado de um rio? O cheiro da terra molhada me anima.
-A todos nós, m’lady. – Respondeu ele.

Por mais que convivêssemos há mais de cinco anos juntos, seu rosto ainda se enrubescia quando me via apenas com as roupas de baixo, ele fugia dos meus olhos como se fosse um homem culpado por algo.
-Chame minhas damas ao sair. – Ordenei a ele.

As damas adentraram com o recipiente cheio de água e panos, a água estava gélida e ao tocar nos novos machucados que ganhei durante a viagem, senti um leve incômodo. Não era nada grave, mas ardiam ao serem limpos. Não vesti nenhum vestido exuberante; ou jóias; escolhi uma roupa simples a qual eu pudesse treinar se fosse pertinente.
-M’lady. – Chamou um soldado enquanto adentrava a tenda. – Sor Quettyn Graceford está  na tenda de Lorde Tymo para recebê-los.

Pedi para que minhas damas continuassem a arrumação em minha tenda, afinal, elas dormiriam comigo, era importante que elas ajeitassem as suas coisas. E segui o soldado ao encontro do cavaleiro designado a nos receber.

Ele era alto, mais alto que meus irmãos, robusto, vestido todo em aço, cabelos alaranjados como as folhas secas que caíam em Solar Corvarbor, a barba que cobria boa parte de seu rosto seguia o mesmo tom dos cabelos. Ele era agradável aos meus olhos. Senti-me levemente atraída a sua beleza. Concluí então, que os boatos sobre a beleza dos homens de Jardim de Cima eram reais.

O cavaleiro se inclinou em minha direção e eu estendi minha mão a ele. Seus lábios tocaram suavemente em minha mão, provocando-me um arrepio pelo corpo. Senti-me totalmente atraída por ele, e não consegui negar meus sorrisos ao rapaz.

Meus irmãos se aproximaram e se mantiveram atrás de mim. Senti novamente o frio percorrer meu corpo, deduzi que era aproximação do jovem cavaleiro, mas eram certos dedos ligeiros junto de leves assopros em meu pescoço que me faziam ter pequenos movimentos involuntários e me arrepiavam. Não me revirei para bronquear com o culpado, mas dei uma cotovelada na altura de seu estomâgo.
-M’lady e m’lordes sejam bem-vindos ao Torneio de Jardim de Cima. – Ele tinha uma voz grave.
-Agradeça Lorde Tyrell por nós. – Disse. – Jardim de Cima é um lugar muito belo.
-Com todo respeito, m’lady. Jamais deveria falar de beleza – Disse ele se aproximando. – Pois tua beleza enche os olhos e os corações dos homens. Pode uma simples paisagem se comparar a algo tão profundo que é essa tua formosura?

Faltaram-me palavras para agradecer ao elogio, deixei escapar um sorriso tímido, mas logo me recompus. Fitei-o diretamente em seus olhos; seu olhar era capcioso, suas palavras podiam ser verdadeiras junto ao sentimento, mas os seus olhos mostravam o que realmente ele buscava não somente em mim, mas em nós.

Aproximei-me do cavaleiro e o fitei diretamente em seus olhos, era perceptível que ele escondia algum pensamento sobre nós, e que o elogio feito a mim foi apenas para disfarçar o que ele realmente pensa sobre os Blackwood.
-Sor Graceford, admiro-o com as palavras, mas deveria esconder melhor o que acha sobre nós.
-M’lady...
-Senti-me desrespeitada, mas o perdôo. Apenas diga ao Lorde Tyrell que fui muito bem recebida. – Interrompi. – Espero ter sua presença ao meu lado, Sor Graceford.

Ele assentiu um pouco tímido e se retirou acompanhado dos soldados, sobrando apenas eu e meus irmãos na tenda. Revirei-me em direção a eles e avisei em um tom sereno:
-Fiquem atentos. Ele estava muito apreensivo e os olhos dele não focaram somente em mim, se ele me achou tão bonita quanto declarou, deveria ter os olhos somente nos meus. Ele parecia estar à procura de algo. – Dei uma pausa – Que ousadia! Vem nos receber e nos trata como se fossemos traidores, ou coisa do tipo.

Estava indignada. Saí da tenda de Tymo para treinar com Ethan, mesmo cansada fisicamente, pois achava necessário passar um tempo em treinamento com ele. Lutar era a melhor maneira de colocar para fora toda a raiva que estava a me consumir pelo comportamento de Sor Quettyn Graceford conosco.
-Rodrick, pegue minha espada! – Gritei.




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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Koude Swann em Qui Dez 21, 2017 9:48 pm

Koude Swann

Koude cavalgava em um belo e grande cavalo negro puro-sangue, trajava uma camisa fina de linho branco e mangas abertas com uma capa acoplada, uma calça de coura com botas simples de montar. Os cabelos pretos voavam com o trote rápido do cavalo.
 
6 Pessoas seguiam próximas ao lorde, 3 ao seu lado e 3 atrás.
 
Conversando casualmente com Koude estavam Leif, Ashtar e mais um homem, um homem grande na casa dos 30, 40 anos, tinha um bigode tinha um bigode negro espesso e uma barba trançada, olhos castanhos e um rosto duro, pele cobre como não tinha em Westeros. Vestia uma roupa completa de couro com protetores nos ombros, cotovelos, joelhos e torso, nas costas tinha um machado grande com lâmina em apenas um lado. Chamava-se Ou Ki.
 
Os 3 vestiam armaduras de placas leves, uma forma comum para o Leste de Essos, mas desconhecidas para os Westerosis.
 
Na fileira de trás, mais 3 pessoas, Meistre Klicius era um deles, outro era um homem grande coberto por couro fervido e malha de aço, seu nome era Bjorn, e um pouco afastado até desse grupo mais um homem, vestindo linho preto simples, longo e esvoaçante, um chapéu com uma folha verde na cabeça e um arco grande preso nas costas, ele era Irvine.
 
Atrás de todos, uma pequena e tenebrosa comitiva de 23 pessoas, todas vestindo a armadura de placas, todas com duas lâminas na cintura e uma faca presa a uma fivela no peito, nas ombreiras marcados a riscos e arranhões um ganso voando carregando uma flecha flamejante, no peito pintado o mesmo símbolo . E todas vestindo mascaras negras com alguns riscos brancos aleatórios. Eles se chamavam Morghuls.
 
-Então Koude, acha que será fácil?- Ashtar perguntou com um sorrisinho sarcástico, Koude sabia que ela queria participar.
 
-Depende da área, enquanto depender de cavalos duvida que tenham muitos que superem algo treinado por um Khal, mesmo que um exilado e que não vive mais com seu povo. – Respondeu o lorde casualmente –Em lutas será diferente, com certeza existem aqui espadachins melhores que eu, entretanto não é como se estivesse desprevenido contra eles.
 
-A vantagem é praticamente toda sua Jesh. – Ou Ki disse com alta segurança. – A batalha mais fácil de vencer é aquela que se conta com a arrogância e desconhecimento dos oponentes. – Os outros comandantes de Koude concordaram com a afirmação do Dothraki.
 
Koude concordou também e começou a cavalgar um pouco mais rápido contornando um pequeno elevado, já conseguia ver Jardim de Cima em todo seu esplendor. “É realmente um lugar impressionante, e surpreendentemente forte”.
 
-Ergam a bandeira. – Ordenou o lorde, mais por ritual do que por vontade própria. Os soldados mascarados ergueram um grande pedaço fino de madeira, na ponta uma bandeira metade preta e metade branca com dois cisnes também pretos e brancos se cruzando, escrito em baixo a bandeira não estava o lema Swann e sim o lema próprio de Koude “Tão Alto Quando o Sol”.
 
A comitiva avançou, os capitães conversavam, mas os soldados estavam totalmente calados e apenas gesticulavam de vez em quando um para o outro.
 
O Lorde Swann tomou a dianteiro do grupo até ver um pequeno grupo que ia um sua direção.
 
-Estamos felizes de ver sua chegada Lorde Koude Swann. Sou Sir Leo Webber – Disse o homem que liderava o grupo com voz forte, vestia uma armadura leve completa, permanecia firme atento em sua função “Um oficial simples?” Koude pensou, não estranharia se fosse “Eles costumam espalhar histórias rápido” - A viagem foi boa?  
 
- Com esse cavalo?- Koude passou a mão no pelo negro do cavalo- Melhor seria impossível. Esse é a vantagem de ter um dothraki em suas fileiras.
 
- Esses seriam os Cisnes Brancos de Lys que tanto falam? – Leo perguntou o homem com um tom confuso se referindo ao resto da comitiva, aos mascarados.
 
Koude abriu um sorriso simples – Sim, e não, eles são uma divisão independente dentro dos Cisnes, um grupo de ação livre e tática.
 
O cavaleiro se aproximou, seu grupo amparando o resto da comitiva do Swann, direcionando-os. – Vai precisar de alguma coisa especial, ou preferi ir direto às imediações do torneio.
 
Koude pensou um pouco e respondeu chamando Leif e Ashtar- Vamos seguir o caminho normal. Esse vai ser um bom torneio.
 
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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Torrhen Stark em Qui Dez 21, 2017 11:49 pm

Alys Stark



A viagem seguia dura. Alys ouvia o ranger das rodas de madeira da pequena casa rolante em que viajava, e julgou que nos últimos dois meses e meio fora o pior ruído que ouvira na vida. Decidiu que não se queixaria, e assim o fez. Guardava seus lamentos incógnitos em algum lugar dentro de si.

Quando as dificuldades da longa estrada a abatia, procurava lembrar-se da mãe. Eddara Stark era a mulher mais forte que conhecia. Não desejava decepcioná-la. Era uma Stark de Winterfell, e agiria com bons modos, tal qual se espera de uma senhora de bom nascimento.

Desde que deixara o Norte, não se passara um dia em que não pensasse no esplendor que a aguardava; cavaleiros ornados de ouro e prata, estandartes esvoaçando ao vento, armaduras cintilando, a multidão agitando-se.

Alys pensou que a vida poderia ser doce e agradável como nas canções, com príncipes galantes e dourados. E seria, decidiu, refestelando-se sobre uma almofada de penas, não antes de servir-se de mais um pouco de chá.  
— Uma casa rolante não é lugar para sujeira — repreendeu Septã Melantha os gêmeos, que aos esbarrões, juntavam-se a elas para o desjejum. A boca da tutora transformara-se numa linha dura. Cregan e Harrion ainda vestiam os mesmos coros de montar do dia anterior, e cheiravam a cavalo.

Mesmo depois de desculparem-se e afastarem as almofadas, Septã Melantha não se sentiu satisfeita. Fungou e franziu as sobrancelhas, e assim ficou, enquanto os gêmeos tagarelavam sobre o que tinham visto na viagem para o Sul, e deliciavam-se com bolos de limão e pães quentinhos.
— Deveria cavalgar conosco, Alys — dissera Cregan.
— Deveria — ecoou Harrion excitado. — Você gosta de flores, não gosta? Aqui na Campina há mais flores do que no Gargalo.
— Não gosto de cavalgar — ronronara Alys, acalentando a esperança de esquecer a travessia do Gargalo. Demorara pouco mais de uma quinzena, e Hallis Marsh, capitão da guarda do pai, dissera-lhe que as terras encontravam-se mais alagadas do que de costume. A Alys parecera um pesadelo sem fim. — Fico toda dolorida — prosseguiu em seu lamento. — Prefiro o conforto da casa rolante.
— Não terá histórias para contar quando regressar a Winterfell, se não aprecia a viagem — disse Harrion, partindo um favo de mel e derramando em seu pão. — Nem janelas há dentro desta carroça.  
— Não é uma carroça, tonto — repreendeu-o Cregan, olhando o irmão gêmeo como se fosse muito estúpido.
— Seja como for — continuou Harrion —, o pai também acha que você deveria cavalgar um pouco. Diz que irá gostar dos ares desta parte do Sul.

Conhecer os ares do Sul fora a segunda coisa que Alys mais desejara na vida. A primeira era casar-se e apaixonar-se pelo seu Senhor.

Não era verdade que pouco apreciara a viagem. Durante todo o trajeto, na Estrada do Rei, paravam a noite para descansar, seja em acampamentos, seja em estalagens, e em todas as vezes Alys aproveitara para contemplar o lugar.

No Tridente viajaram as margens do Ramo Verde. Lembrava-se de ter vislumbrado a leste, ao longe, os cumes das Montanhas da Lua, no Vale Arryn. Por cima erguia-se o Ninho da Águia, com torres que atingiam o céu.

Da janela de seu quarto, na Estalagem do Entroncamento, o pai apontara-lhe o lado oposto. “Se seguirmos a Estrada do Rio, encontraremos Correrrio, Dente Dourado, Campossorgo e Rochedo Casterly”, dissera-lhe. “Há um poder crescendo à Oeste”, acrescentara o pai, com a sugestão de um sinistro sorriso. Alys não compreendeu sua expressão, e preferiu ocupar os pensamentos com o Torneio. Questionara-se se seriam os representantes do Tridente, os cavaleiros mais galantes.  

Porto real, muito a frente, erguia-se altaneiro e inexpugnável. Alys Stark sentiu uma estranha palpitação no peito. Os Targaryen eram tão belos, que alguns diziam que sua beleza era inumana; olhos lilases e cabelos ouro-prateados. Olhos de uma Alys melancólica despediu-se da Capital do Reino, ao recordar-se que os Targaryen seguiam o costume valiriano; casavam os irmãos com as irmãs para preservar o sangue real e mantê-lo puro.

Não lhe parecia que chegaria o dia em que veria lobo e dragão compartilhando a mesma cama. Sua face corou ao ter tal pensamento, e naquele momento sentiu-se tão malvada e atrevida quanto os irmãos.

A partir dali seguiram pela Estrada da Rosa. Como bem lhe coroa o nome, depararam-se com campos de flores coloridas e rosas douradas que se estendiam para além do alcance dos olhos. E os frutos. Ah, os frutos. Alys e os gêmeos jamais haviam saboreado tamanha doçura; melões, pêssegos, maçãs douradas e ameixas-fogo. Uma explosão de sabores.

Até Lorde Stark lhe parecera embebido pelos aromas do Sul. Talvez pela primeira vez em sua vida, enxergara o pai como o jovem que fora um dia antes de assumir o trono de Winterfell. Tirara a máscara de Senhor, pensou Alys.

Naquele dia, pouco depois de os gêmeos saltarem da casa rolante, Hall avisara que estariam em Jardim de Cima no amanhecer do dia seguinte.

A alvorada chegou quando desciam uma pequena elevação.

Para lá da muralha do Castelo, haviam sido erguidas milhares de tendas. Alys Stark nunca vira tantos estandartes. Havia pequenos cavaleiros, cavaleiros livres, filhos de grandes Senhores e herdeiros de Casa menores, e também recém-nomeados escudeiros.

Toda aquela agitação tirara o fôlego da doce nortenha.  

Horas mais tarde, quando o céu ganhara um tom púrpura, Hall Marsh anunciara uma visita à porta da tenda, que Lorde Stark dividia com os filhos.
—Senhor, Sor Arryk Webber.

O pai de Alys acenara-lhe com um gesto, e um garboso Sor Webber surgira com sua fabulosa armadura.
— Lorde Stark — fizera uma polida reverência —, Lorde Tyrell o aguardava ansiosamente. Meu Senhor agradece sua presença e espera que tenha feito uma agradável viagem até o Sul.
Lorde Torrhen Stark não sorriu. Ele quase nunca sorria. Mas Alys aprendera a ler a cortesia e a satisfação no rosto do pai. E elas estavam ali.
— Mais que agradável. Diga-lhe que a Casa Stark sente-se honrada com o convite — disse numa voz calma.
— Como desejar, Senhor — Sor Arryk Webber fez uma reverência um pouco mais longa que a primeira e partiu.

Pouco antes de a tenda fechar-se, Alys vislumbrou um cavaleiro do lado de fora. Ficou estupidificada com tamanha beleza. Era exatamente como sempre desejou que seu cavaleiro fosse: alto, bonito e forte, com cabelos tão brilhantes quanto a noite.

Alys Stark desejou secretamente que o nobre senhor lhe sorrisse, e por um breve momento pensou que seu coração arrebentaria se isso chegasse realmente a acontecer. Mas o momento veio e passou, e por fim a tenda fechou-se levando consigo seu “Sor Florian”.
O torneio será magnífico — suspirou, com olhos úmidos e ansiosos.

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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Harry Greyjoy em Sex Dez 22, 2017 3:51 am

Harry Greyjoy


O Mar do Poente sempre foi um desafio fácil para Harry Greyjoy e desta vez não iria ser diferente. Gastou um dia inteiro para se preparar para a viagem, juntou suprimentos suficientes para os dias que passaria em alto mar, reuniu os tripulantes, inspecionou o navio de guerra por dentro e por fora para evitar problemas desnecessários e por último, mandou repintar algumas partes em que o negro do Usurpador e o amarelo de suas velas estavam desbotados.  

Lorde Greyjoy sempre fora muito vaidoso com suas embarcações e sabia a importância da estética para os outros senhores de grandes casas de Westeros. Desde muito novo, Harry aprendeu que se quisesse viver por longos anos como pirata, precisaria conquistar os nobres e isso só seria possível com a omissão de sua personalidade caótica. Uma prova viva que cometer tais erros levaria a morte foi Sotarro Saan, um grande amigo e um dos contrabandistas mais ricos dos 14 mares, que quando foi para o Palácio do Senhor do Mar para negociar um casamento com a filha do Senhor do Mar de Bravos, teceu alguns comentários maldosos sobre a esposa do governante, que ocasionou em sua prisão, para logo em seguida ter sua cabeça cortada pela Primeira Espada de Bravos.

Passar pelas as Ilhas Escudo foi bem trabalhoso, os Greyjoy tem a fama de saquear frequentemente aqueles vilarejos, então os anciões das torres de vigias costumam acender fogueiras sinaleiras para evitar que o povo seja pego de surpresa. Harry buscando causar uma boa primeira impressão substituiu sua vela amarela com uma grande lula negra, por uma branca como sinal que viriam em paz. Mesmo assim os braseiros continuaram ativos por todo o percurso.

Ao adentrar o Vago, maior rio da Campina, a situação se complicou. O curso da agua é muito forte e apesar de ser largo, tem muitos bancos de areias e recifes de corais traiçoeiros por sua extensão. Um dracar menor da minha comitiva que estava sendo guiado por Greydon Goodbrother acabou por ficar preso nessas armadilhas do rio e atrasou o Usurpador em alguns dias.

O resto da viagem não apresentou problemas. Quando atracamos ao redor de Jardim de Cima, estávamos com nossa vela amarela, pois a havíamos hasteado um dia antes de nossa chegada. Os miseráveis do Tyrell realmente haviam sido abençoados, diferente dos homens de ferro que cresciam em meia a miséria e terras inférteis inúteis, na Campina havia melões, ameixas, pêssegos e maçãs, todas elas doces e suculentas, além dos melhores vinhos e harpas.

Os soldados devem montar o acampamento do lado de fora de Jardim de Cima, essa havia sido uma das exigências de Luthor Tyrell, assim foi feito. Estandartes Greyjoy, além dos do Usurpador, foram erguidos por todo o terreno. Com um passar de algumas horas uma comitiva vinda do lado de dentro do castelo se aproximava, a longa distancia só era possível ver altos cavaleiros com armaduras reluzentes e cobertas de joias escoltando uma moça. À medida que iam se aproximando a beleza daquela mulher se destacava ainda mais. Quando chegaram, ela desceu do cavalo e se aproximou.


- Lorde Harry Greyjoy, boas vindas. Chamo-me Helena Tyrell. – a irmã de Luthor era realmente bonita como falavam. Profundos olhos azuis, cabelo castanhos encaracolados, um belo corpo e era um pouco mais baixa que o capitão. - Espero que tenha tido uma boa viagem. – ela fez uma breve reverencia.

-Lady Helena. – Harry retribuiu a saudação. – Não esperava ter a honra de recepcioná-la em meu acampamento. Siga-me minha tenda fica logo ali. – Adentramos em meus aposentos, os soldados foram deixados do lado de fora.

- Ficamos honrados com sua presença em nosso torneio, Lorde Greyjoy. - Helena se sentou, enquanto Harry procurava algum vinho para servir. – As justas serão a atração principal, participará delas?

- Lamento dizer que esse tipo de competição não se encaixa em meu estilo. Vivi durante minha vida inteira com os pés sobre um navio, por isso não sou tão habilidoso com cavalos ou lanças. – Falou o capitão em tom bem humorado, enquanto servia a bebida. – Mas creio que não foi por isso que venho aqui. Tem algum motivo especial para sua visita? –  A postura da moça mudou.

- Sim, após descobrir sobre o desaparecimento de Quellon e Harren. Senti-me na obrigação de manifestar meus pêsames, imagino que esteva muito abalado com o ocorrido. – Um tom triste dominava sua voz, mas Quellon e nem Harren não era o motivo dele. - Conheci o seu sobrinho em um banquete em Jardim de Cima. O rapaz planejava se casar comigo e se mostrou muito agradável durante sua estadia.

- Infelizmente não há nada a ser feito nessas horas. Além de torcer para que estejam vivos e retornem para Pyke. – Havia apenas mentiras naquelas palavras, contudo dizer sempre o que pensa o faria acabar como Sotarro. – O reino passa por muitos problemas e todos estão sofrendo por eles. – o olhar dela denunciou o que Harry já suspeitava. – Sei que não deve estar sendo fácil para você, Helena.  Soube que perdeu seu irmão, Wilson, recentemente.  Sofrer e lamentar não servirá de nada, infelizmente a dor da perda nunca passara. Por isso, temos que focar nos vivos e neste torneio que virá. – ela parou em silencio durante um tempo, se despediu e partiu.  

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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Tymo Blackwood em Sex Dez 22, 2017 12:11 pm

Ethan Blackwood


A viagem havia sido muito cansativa. Tomamos a Estrada do Mar assim que deixamos a Estrada do Rei. Vimos Cinzamarca, Campossorgo, até finalmente alcançarmos Rochedo Casterly. Apreciamos o Mar do Poente e avistamos à distância Luz Solitária. Avançamos por Lannisporto e seguimos, descendo mais a sul. Campodemilho e Carvalho Velho logo foram deixados para trás, quando finalmente adentramos a Campina. Jardim de Cima enfim se mostrara visível a nossos olhos, em toda a sua plenitude de cores.

Minhas costas estavam doloridas, assim como minhas pernas e braços, hematomas causados pelo cavalgar durante os longos dias de trajeto. Ainda assim, erguemos as tendas tão logo aportamos.

Não precisava ter o dom da visão para saber que estávamos em uma terra estrangeira. Até mesmo as nuances de odores eram totalmente diferentes das que sentíamos em Correrrio. Um perfume de flores, um ar muito mais doce. Aliás, parecíamos habituados a estarmos em terras estrangeiras ultimamente. Pensei naquele instante no discurso de Tristan, pouco antes de deixarmos o Tridente. Meneei a cabeça, tentando tirá-los da mente.

Poucas gotas de álcool haviam descido por minha garganta durante todo o trajeto, e o máximo de diversão que pude ter foram algumas provocações às damas de minha irmã Cecil. As provocava muito mais para apreciar as reações de Cecilian. Gostava de levá-la ao extremo. Me excitava vê-la perder a compostura.

Mirei o horizonte e sorri de esguelha. Imaginei as damas que logo ali chegariam, vindas de toda Westeros. Veriam-me competir, suspirariam, desejar-me-iam. Talvez me deitasse com uma delas durante minha estadia. Talvez me deitasse com algumas delas durante minha estadia.

Fui retirado de meus devaneios ao ser convocado até a tenda de meu irmão Tymo, pois ali seríamos oficialmente recebidos por um representante de Lorde Tyrell. Sor Quettyn Graceford estava lá em toda a sua pompa e juventude, e logo percebi uma peculiar troca de olhares com Cecilian.

O homem era rústico, e apesar de sua aparência e armadura, não possuía um ar nobre. Talvez fosse isso que estivesse atraindo tanto minha irmã, pois era notável a reciprocidade naqueles gestos. Mal notei o que ele falara, mantive os olhos em Cecil, e no caminho que suas íris percorriam quase que involuntariamente. Você o quer, comentei mentalmente. Quer se deitar com Sor Graceford, irmãzinha?

A voz em minha mente gargalhava, enquanto apenas um pequeno sorriso era extravasado por minhas expressões. Tymo, como o senhor que agora o era, ouvia a tudo atentamente. Já eu, segui focado em Cecilian, tocando levemente sua nuca com a ponta dos dedos, enquanto assoprava sutilmente, quase em um sussurro. Senti-me vitorioso ao perceber que seus pelos haviam se eriçado após o contato.

Atestei que a havia tirado de sua postura, e com isso minha face acendeu ainda mais. Só fui interrompido após uma cotovelada no estômago, que me curvara levemente o corpo. Não sei se alguém percebera no momento, mas o golpe surpresa surgira o efeito esperado por Cecilian. Afastei-me tão logo fora impetrado. Minha irmãzinha sempre fora muito forte.

O enviado por Luthor Tyrell nos deixara, em um clima não muito amistoso. Estava claro para todos nós, não pelo teor de suas palavras, mas pela forma como nos encarara – apesar da lascívia direcionada a Cecil –, que os Blackwood não eram bem vindos na Campina. Estávamos ali por pura conveniência. Estávamos por sermos grandes novamente.

Tais questões perderam importância como poeira ao vento. Cecilian me desafiara ao treinamento, muito provavelmente instigada por minhas provocações. Pedira a Rodrick sua espada, e eu fiz o mesmo. Em campo aberto, sorri para ela, já em postura de combate, aguardando as primeiras ações.

Todo o cansaço havia me deixado, e nenhum dos hematomas doía mais. Sempre fora por demais excitante lutar com Cecilian. Era um desafio que me movia, que me levava ao extremo, tanto físico quanto mental. Ela sempre fora muito forte e habilidosa, extremamente dedicada aos treinamentos. Aprendi com o passar dos anos que para poder enfrentá-la frente a frente, precisaria de mais do que uma espada. Precisaria forçá-la ao erro.

E eu sabia como.
O que achou de Sor Graceford, irmãzinha? – Dei dois passos para o lado, mantendo a distância enquanto nos estudávamos, ambos em postura de combate. — Vi que trocaram olhares, você até suspirou.

Abri um sorriso mais largo após a frase de escárnio.
Parece que alguém está com as pernas bambas depois da recepção do cavaleiro. Tem certeza que ainda quer treinar?

Caminhava em círculo, evitando a aproximação. Precisava aguardar o momento certo.
Viu como ele olhou para o seu corpo? Parecia um selvagem faminto por carne. – Tombei a cabeça levemente para o lado. – Mas acho que você gostou.

Segui trançando as pernas, movimentando-me com leveza. Mais parecíamos dois dançarinos em um bailado.
Admita, você quer se deitar com o cavaleiro. Não é assim tão diferente de mim, irmãzinha.

Deduzi que havia chegado o momento certo. Após o último comentário, movimentei as pernas em sua direção, deslocando-me com velocidade. Girei a espada, erguendo-a e cortando o ar em um arco, direcionando sua lâmina a seu torso. Usei os ombros para potencializar ainda mais a força do golpe. Queria derrubá-la em um único movimento.

E naqueles poucos segundos, acreditei ser possível.

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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Tymo Blackwood em Sex Dez 22, 2017 4:58 pm

Tymo Blackwood


Ethan e Cecilian estavam treinando quando me retirei da tenda, logo após as não tão boas vindas enviadas por Lorde Tyrell. Desprezava suas atitudes, as histórias que chegavam até nós indicavam que se tratava de um senhor mimado e mulherengo. Imaginei que de fato pouco ele deveria saber sobre a vida. Provavelmente utilizaria o torneio como forma de exibição pessoal. Muitos senhores pareciam sentir um grande prazer em inflar o próprio ego. Mas nada daquilo realmente importava para mim.

Lembraria sempre das ofensas veladas recebidas logo em nossa chegada, e do olhar malicioso que o cavaleiro derramara sobre todos nós. Principalmente sobre minha irmã. Um dúbio olhar que por muito pouco não me tirara do sério. Escolhi retesar a postura, não poderia me deixar levar.

Mas esses sentimentos logo chegariam ao Rei do Tridente.

Deixei os mais novos para trás, e comecei a caminhar, apreciando a bela vista de Jardim de Cima. Pouco a pouco as mais nobres casas de Westeros começavam a armar suas tendas, erguendo seus estandartes pomposos. O evento seria grandioso, não havia como negar. Ali se encontrariam os descendentes dos Ândalos e dos Primeiros Homens, os herdeiros dos Reis da Montanha e dos Antigos Reis do Inverno. Toda a história do mundo que conhecemos estaria ali reunida. Nobres e vassalos.

Estava portando meu arco, e decidi que procuraria um ponto mais calmo e silencioso, onde pudesse apurar minha mira. Havia aumentado a carga de meus treinamentos, e agora sentia que poderia atingir qualquer alvo que quisesse, independentemente da distância. Precisava estar preparado para tudo. Tempos difíceis estavam por vir, podia sentir isso.

Avistei então, ainda em meu caminho, um peculiar estandarte que me prendera a atenção. Um lobo gigante cinzento em um campo branco de gelo. Os Starks haviam acabado de se acomodar. Imaginei a longa viagem que haviam feito, e o tortuoso caminho que liga o Norte à Campina. Havia um quê de sangue nortista em minhas veias, herança de nossa mãe, filha da Ilha dos Ursos.

Um cavaleiro em vestes oficiais acabava de deixar a tenda do Senhor de Winterfell, provavelmente fazendo as honras da Casa Tyrell aos novos visitantes. No instante em que fora aberta a tenda, pude ver uma jovem dama de cabelos vermelhos, trajando um vestido que exaltava toda a plenitude de sua mocidade.

Ela mirara meus olhos, e eu devolvi o olhar. Sua pele era branca como a neve que caía sobre o Norte, e apesar de nunca tê-la visto, não tinha dúvidas de que se tratava da filha de Lorde Torrhen Stark. Seus olhos claros como lagoas se prenderam aos meus, e amenizei minha até então expressão sisuda, dando-lhe um sorriso em resposta. Um breve aceno de cabeça depois, e segui meu caminho, ainda em busca de um bom lugar para treinar.

Fora inevitável não relembrar as palavras do Rei do Tridente, tão duro como nunca havia sido antes. Despejou sobre mim a responsabilidade que sabia não poder dar a Ethan, muito por conta de sua imaturidade. Sobre os ombros de Cecil havia uma pesada carga, e isso me trazia grande dose de angústia. Desde o banquete, ainda não havíamos retomado a normalidade de nossa relação. Começava a pensar se não seria melhor assim.

Nem pense nisso, comentei comigo mesmo.

Olhei para o céu, admirando sua imensidão. Todo o ambiente parecia estar pintado em um mono-tom sépia, e o cheiro das flores e das frutas começavam a me revirar o estômago. Sentia saudades de Corvabor. Era duro admitir que preferia a simplicidade de outrora. Mas tudo estava mudando, e não havia mais espaço para dúvidas e hesitações. Os Blackwood reinariam no Tridente, isso era um fato.

Mirei novamente os estandartes das Casas que ali se alojavam. Futuros aliados, futuros inimigos. Era assim que os enxergava agora. Era assim que o Rei Tristan gostaria que os enxergasse.

Lembrei-me mais uma vez de suas palavras.

“Não são homens e armas que costumam ganhar uma guerra, e sim casamentos.”

Se assim deveria ser... Assim então o seria.

Senti que deveria retornar à tenda. O tempo de treinamentos havia acabado. A partir de agora, ou se estava pronto, ou se estava pronto.

Deuses Antigos, ouvi-los.


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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Cecilian Blackwood em Sex Dez 22, 2017 10:48 pm

Cecilian Blackwood

Ethan era imaturo, não só porque era nosso irmão caçula, mas as suas ações costumavam ser irritantes; por mais que eu sempre o protegesse da ira de Tristan e Tymo como sempre fiz durante toda a sua vida. Fingi-me muitas vezes conivente com que ele fazia ou achava razão para que ele tivesse tomado tal decisão ou agido de alguma forma que pudesse nos colocar em exposição.

O seu gosto peculiar por me irritar era visível a todos, nossa mãe dizia que era coisa de irmão o que ele fazia, porém, em muitos momentos acreditei que fosse mais perseguição comigo, apesar dele também tomar certas atitudes parecidas com Tymo.

Era sarcástico e teimoso, tentava tornar tudo uma eterna brincadeira, e usava isso para nos desequilibrar. Sua provocação em meu pescoço havia me tirado do eixo e eu estava pronta para fazê-lo passar vergonha na frente de todos os seus soldados.

Ele não hesitou em tentar me atingir pelo psicológico com as suas falácias o intuito de me provocar, falando sobre o meu comportamento em frente ao Sor Graceford. Era um truque que funcionou em algumas poucas ocasiões na adolescência, mas que ele poderia ter desistido nos últimos anos.

Ethan tinha uma força superior a minha, porém não era ágil ou perspicaz, ele abusava dessa força ao exercer seus golpes sobre mim. Quando desferiu o golpe na lateral do meu torso, passou toda sua força no ataque. Não hesitei em me defender em um movimento rápido de baixo para cima, próximo a sua mão para amortecer o impacto sobre a força que colocava na espada, nossos aços se encontraram e nossas espadas tilintaram, abrindo um espaço entre nós.

Estava pronta para desferir um golpe em direção dele e mostrar a todos que nos observavam quem era Cecil Blackwood perante aos seus irmãos, quando senti a presença de passos pesados próximos a nós. Desfiz a posição de batalha, aproximei-me de Ethan e o puxei pela vestimenta:
-Você teve sorte hoje. – Sussurrei em seu ouvido. – Na próxima vez, ewu te arrebento, seu bastardo de merda.

Deuses Antigose ouvi-los


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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Jonathan Baratheon em Sex Dez 22, 2017 10:57 pm

Uma mulher vinha ao chão, derrubando a taça que segurava e levando uma empregada consigo. Seus dedos perdiam a força, enquanto deitava no meio do salão. Os que estavam reunidos em volta, olhavam perplexos a mulher. Ela não conseguia respirar, fazia sons de sucção e arregalava os globos, o rosto se tornou escarlate, o desespero estampava a face, que, próxima do filho, só restava se debater e implorar silenciosamente. Gritos ecoaram pelas paredes de calcário escuro e polido. Os corredores ressoaram, e o ar noturno sóbrio se transformou num pandemônio. O choque tomou conta do pequeno garoto ao lado do corpo enquanto seu pai o chacoalhava. Imóvel, o pequeno fixava de olhos abertos a cena.
O céu escurecido pelas nuvens tamborilava suas gotas na cabeça do menino, que encarava a caixa descendo lentamente. O som da chuva batendo na madeira ecoava em sua cabeça. Os corvos gritavam em volta do buraco no cemitério, circulando e voando em volta. Longos cabelos negros se projetavam das frestas do caixão. Se agarravam na terra, mas caíram conforme a trajetória que fazia. A terra escorria para o buraco e os corvos, ao invés de rodear a cova, se digladiavam e bicavam o garoto. Com os olhos fechados, começou a correr tentando espantar os corvos ao seu redor. O chão parecia balançar. Uma sensação de sufoco se impôs. Ele abriu os olhos e viu um teto de madeira, velas acesas, sua mãe ao seu lado em desespero. Os convidados em volta olhavam com sorrisos de satisfação. Sabia que iria perder a lucidez. Se debatia e tentava sugar o ar. A dor começou dos pulmões, foi se alastrando para a cabeça e a garganta, finalmente chegou nos seus músculos. O chão não parava de balançar. Finalmente chegara ao seu coração.
Sentia um peso em cima. Parecia com alguém o abraçando. Estava dentro de um buraco. Os vermes e insetos se remexiam e contorciam. Avançavam para o garoto molhado e imóvel. Corvos eram as únicas presenças acima da terra. Apenas a tempestade chorava por ele.
- Jonathan Baratheon dorme impávido colosso em cima de seu cavalo, na cabeça repousa um corvo adormecido.- comentaram em uníssono os três “ Combatentes do Pilar “.
O lorde se sobressaltou, abrindo os olhos. O sol nascia no horizonte. Olhou ao redor a procura do corvo. O mesmo se empoleirara verdadeiramente em cima de sua cabeça. O corvo se levantou e espiou para baixo, em direção aos olhos do jovem. Os dois se fitaram por alguns instantes.
- M’lorde, corvos trazem mal presságio - comentou alguém atrás, nas fileiras.
- Este não parece ser um deles - replicou.
- Espante ele. Pode dar azar - disse outro.
Parecendo sem escolha, ele abana em cima de sua cabeça. A única resposta é uma bicada leve, indicando que aquela ave era dócil.
- Olhe. Parece que ele não quer ir - disse enquanto estendia o braço esquerdo para que o corvo repousasse ali.
- Ele parece delicioso - comentou meister Roger - isso me lembra de uma vez em porto real. Eu estava esquentando a carne de um cachorro, queria vender aquilo. Só não consegui por causa de um fedelho que me viu coçar o cu. Quase que uma moça compra!
Os soldados caíram em risadas ruidosas, alguns mal conseguiram respirar. Jonathan também não pôde conter o ataque de risos.
Meister Roger o lembrava uma ave que vira uma vez em Bravos. O corpo era negro como um corvo, mas do pescoço à cabeça era pelada. Tal ave era corcunda e seu pescoço se envergava em um arco para baixo.
Poderia-se falar que as duas únicas diferenças entre os dois era que o velho não tinha nem asas, nem penas negras e que o meister não voava.
Quando conheceu Meister Roger, Jonathan era uma criança. Andava com seu pai em algum canto sujo de Portoreal. Andava sujo, mas tinha um anel de meister em aço valiriano. Estava ensanguentado e com roupas rasgadas. Ele foi quem o interrogou sobre seu anel de aço valiriano e, depois de uma rápida conclusão, o mandou para a Cidadela.Jonathan foi encarregado de cuidar tanto de suas feridas quanto suas roupas.
Estavam se aproximando de Jardim de Cima quando perceberam que a movimentação no caminho estava aumentando. O porta bandeira sinalizou para o grupo ficar alerta e mais próximo. Continuaram em meio ao fluxo constante de carroças dos camponeses.
Jonathan puxou uma espiga de trigo de uma das carroças, ao mesmo tempo que colocou na mão de um fedelho uma estrela de bronze. O moleque olhou para a moeda e se dirigiu para a frente da carroça.
Debulhou três grãos da espiga e os colocou na palma da mão, estendendo para a ave. Ela olhou e bicou antes de engolir os grão em uma bocada, fazendo a comitiva inteira rir.
- Esse corvo é bem interessante milorde - comentou Dick.
- É o que parece.
O brasão hasteado tremulava com a brisa. Aquela viagem o fez lembrar de suas andanças na infância e juventude. Coçou o ombro por dentro da armadura e percebeu que conseguia ver Jardim de Cima.

Os guardas permitiram de imediato a passagem do grupo. Pediram que esperasse numa estalagem ao lado da guarita.
Depois de atrelar os cavalos, o grupo começou a conversar animado, desde o torneio até a qualidade da “ safra” dos Tyrell. Jonathan teve de admitir que as mulheres ali eram bonitas. Jovens em seus vestidos passavam pela via constantemente. De vezes em grupos, de vezes sozinhas. As últimas em geral aparentavam ser camponesas em sua maioria. Já as outras muito provavelmente eram filhas de mercadores, pensou o jovem. Algumas olhavam e apontavam para o jovem com um corvo na cabeça, outras riam sem cerimônia. Seus vestidos tremulavam com a brisa do verão e o aroma das flores misturado com o cheiro de lenha e comida, seduziam os viajantes para dentro da estalagem.
Jonathan olhou mais uma vez para a muralha externa, depois para o veado em seu estandarte. O corvo o bicou na cabeça. Olhou para o castelo acima. Fechou os olhos. Tentou ouvir os sons ao redor, relembrou a viajem pela margem do rio. Abriu os olhos e contemplou o pôr do sol. As paredes estavam da cor das folhas de bordo no outono. Cada vez o aroma da refeição mais forte. O som de flautas e alaúdes competia com o das lojas, que já acenderam as velas. Ele olhou para as andorinhas que voava para oeste. Se perguntou so teria a chance de caçar.
- Vamos para dentro M’lorde. - disse Kars.
Dito isso, o grupo se adentrou no estabelecimento. Uma escada no lado imediatamente esquerdo assustou ele, quase tropeçou em seu degrau. O ambiente cheirava lenha queimada, carne no fogo e bebida. Isso agradou o lorde, que olhava para as pessoas presentes. Um dos soldados era belo e robusto, possuía a bochecha rosada e um sorriso fácil. Foi saldar o grupo, talvez por ter reconhecido o brasão Baratheon na fronte da armadura de Jonathan.
- Sou Sir Walter Flowers, sou Chefe da Guarda de Jardim de Cima, todas as questões de segurança, conte comigo.
- Sou Jonathan Baratheon. Vejo que já prepararam as boas vindas. Espero poder falar com Lorde Tarly em breve.
- Hahaha! Com certeza! Vejo que trouxe fortes homens para competir.
- Bem. Eram apenas estes.
O homem caiu na gargalhada juntamente com os demais no recinto. Todos se acomodaram e começaram a beber, comer, conversar e apalpar a servente que trazia as canecas de bebida. Os soldados se entrosaram rapidamente com os presentes. Jonathan se dirigiu a Sir Walter.
- Onde podemos ficar esta noite?
- Depende. Quer sua cama quente ou fria?
Mais gargalhadas ecoaram pelas paredes de madeira. As únicas chamas que tremulavam eram as da lareira.
Abocanhando um pedaço generoso de carne, o jovem repousou seus braços na mesa. As dores na virilha, provenientes da longa viajem em cima do lombo de seu cavalo, fizeram ele se largar no banco e se encostar na parede quente. O suor escorria pelo seu rosto.
- Milorde. Beba um pouco disso.
- O que é isso Roger?
- Eu coloquei uma coisa para o corvo também. Pode beber. Não é nada estranho.
Ele bebeu sem relutância. Estranhamente a bebida estava doce, picante e azeda.
- O que é isso?
- Não é nada de mais.
Jonathan olhou para o corvo e olhou de volta para o meister. Não achava que fosse algo para se preocupar. Roger fazia essas surpresas a qualquer hora. As vezes inconveniente.
- Milorde.Vocês podem acampar para lá da muralha do castelo. Pode fazer companhia aos Stark. - disse Sor Walter.
- Eles Já chegaram? São rápidos mesmo. Vou fazer assim. Kars, você ouviu o homem. Vamos adiantar o acampamento.
Deixou a estalagem com o corvo em sua cabeça seguido de seu guarda.

Arranjaram um espaço grande e consideravelmente confortável entre os Stark e a Muralha. Para ele, este era o melhor lugar que podiam dispor. As barracas foram feitas a formar um espaço entre elas e a muralha. Nele, organizaram um pequeno espaço com algumas pedras, cordas, espadas de treino, lanças, madeiras e ferros para o condicionamento dos soldados.
Os outros acampados estavam fazendo barulho e bebendo. Suando, pensou em andar pela propriedade, para admirar sua beleza. Muitos o reconheceram e o saudaram. Alguns foram conversar de perto. Outros poucos desviaram seus olhares. Jonathan não se importou pois não estava ali para conversar, mas sim para apreciar a noite. Passou a mão pela cabeça e não sentiu o corvo. Olhou para a esquerda e percebeu ele em seu ombro. Acariciou sua cabeça com três dedos. O corvo se apegara mesmo com o jovem. A lua cheia iluminava as penas negras dele. Ele estalou o bico e gralhou baixo. Tirou a espiga de trigo de dentro da armadura. Debulhou outros três grãos e o fez comer. Será que seu pai continuava doente?
Voltando sonolento para sua tenda, percebeu que os demais já haviam voltado a um certo tempo. Olhou ao redor e percebeu que o acampamento estava um tanto silencioso. Seu corvo estava empoleirado dormindo em sua cabeça. Se aproximando de seu espaço no acampamento, ele olha em direção à carruagem dos Stark. Pensou em como foi difícil atravessar Westeros naquela casa rolante de madeira. “Será que o eixo da roda se soltou alguma vez? “ pensou consigo. “Eu prefiro cavalos, os eixos deles não soltam”.
Enquanto ria da própria piada internamente, olhou para a tenda que, provavelmente, era onde o Lorde Stark se encontrava. Não o vira esta noite. Repentinamente um guarda “pessoal”(imaginou) irrompeu de dentro, deixando pro um momento uma jovem de cabelos arruivados e olhos de lazuli, boca e corpo pequenos aparecer por trás dele. A tenda fica aberta por um momento, que Jonathan usa para se retirar de seu estupor e fazer uma mensura para a jovem. Saiu no momento seguinte, em direção a sua tenda.


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-10 st pela viagem
.
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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Torrhen Stark em Sab Dez 23, 2017 4:08 am

Torrhen Stark



O dia amanhecera claro, ventoso e agitado.

Cavaleiros e seus jovens escudeiros iam e vinham, conversando. Criados apressavam-se para servir seus senhores, enquanto gansos, porcos e salsichas gordas assavam e pingavam gordura sobre fogueiras, exalando no ar odores do alho, da pimenta e outras especiarias peculiares do Sul.

À porta de cada tenda, escudos e estandartes anunciavam os seus ocupantes: o punho revestido de cota de malha dos Glover, prateado em fundo escarlate; o repugnante homem esfolado que precedia os Bolton, do Forte do Pavor; um alce macho para os Hornwood; um machado de batalha para os Cerwyn; três árvores-sentinelas para os Tallhart; a lula-gigante dourada em fundo negro dos Greyjoy; as penas dos Penrose; e o hediondo símbolo da Casa Umber, um gigante a rugir com correntes quebradas.

Torrhen Stark e os três filhos atravessavam o campo bem cuidado, que fora escolhido para acolher o acampamento. Hallis Marsh, chefe da guarda, e outros dois guardas de Winterfell, Quent e Wyl, os acompanhavam. Seguiam para o pavilhão dos Blackwood.

Os novos Senhores do Tridente não passavam de crianças, quando Torrhen e Eddara uniram-se em matrimônio. A menção a eles despertara-lhe a memória. Lorde Stark recordava-se com clareza da Senhora Luthien, mãe dos jovens Blackwood.

Nascida na Ilha dos Ursos, fora na juventude uma donzela encantadora; quando caminhava cada um de seus movimentos era gracioso. Passara-se muito tempo desde que Torrhen lhe vira a beleza, não era mais velho que Cregan e Harrion. Mas ele ainda recordava quando Luthien e o velho Mormont iam a Winterfell para os banquetes. Torrhen Stark notava os filhos dos senhores vassalos do Norte e seus cavaleiros, olhando-a, bebendo-lhe o corpo com os olhos.

Uma sombra caiu-lhe sobre o rosto. Assim como no passado, percebera como os cavaleiros no acampamento observavam Alys com deleite. Ela estava belamente vestida, e a julgar pelo seu semblante, estava bem consciente de que a admiravam.

Torrhen tomou-a pelo braço. Trajava sua usual expressão severa.
— Está adorável hoje, minha querida — disse num tom que não era desprovido de delicadeza.
— Obrigada, pai — respondera Alys Stark, toda ela suave e cortesia. O elogio iluminara ainda mais seu rosto.
— Senhor, ouve esse barulho? — perguntara Hall Marsh, num tom vago.

A princípio Torrhen não reparara no tinir de aço, mas à medida que caminhava o som tornara-se mais denso. E então Lorde Stark viu.

À sombra de uma árvore de pau-brasil, um cavaleiro e uma donzela desenrolavam uma luta; fanfarronavam, ofegavam e atacavam-se um ao outro, sob o olhar vigilante de um terceiro jovem senhor. Torrhen reconheceu o represeiro morto no interior de um fundo negro, cercados por corvos em campo vermelho, representado no escudo à porta da tenda.  
— Malditos sejam, se não é a própria Senhora Luthien quem eu estou vendo brandir uma espada — dissera num tom monocórdio.
— São os Blackwood, meu senhor — disse Wyl, tinha predileção por anunciar o óbvio.
—E se é a senhora Blackwood que vemos, aí está sua resposta para quem conquistará as honras no primeiro dia do Torneio, Lady Alys — a voz de Hall soara divertida.

A luta terminara com o aço da jovem Blackwood, cintilando, abrindo espaço para o golpe final no jovem cavaleiro — que Torrhen julgou ser seu irmão caçula, a julgar como ele era novo. Ambos perceberam a aproximação dos Stark, e cessaram a peleja sem um vencedor.

De perto, Lorde Stark notara com espanto o quanto a jovem senhora Blackwood puxara a beleza de Luthien; recebera as formosas maçãs do rosto altas da mãe, e os cabelos espessos e brilhantes como tinta negra. Mas os olhos. Não eram os olhos escuros da Senhora Luthien que Torrhen via. Sua filha tinha olhos verdes, como as folhas do verão.
— Senhores — Torrhen fizera uma polida reverência aos cavaleiros. — Minha senhora —encaminhou-se até a jovem Cecilian Blackwood, e beijou-a a mão. — Há quanto tempo. Da ultima vez que vi Tristan, ele era um garoto um pouco mais velho que os meus gêmeos. Eu não poderia deixar de vir em pessoa congratulá-los.

Lorde Torrhen Stark olhou para os filhos.  
— Cregan, Harrion — virou-se para Alys —, minha querida, estes são Cecilian, Ethan e Tymo Blackwood; os Novos Senhores do Tridente.

Alys Stark fez uma reverência e teve a delicadeza de corar. E corava lindamente. Os gêmeos pestanejaram antes de saudá-los, e Lorde Stark... Lorde Torrhen Stark aliviara a sombra do rosto; tinha nada mais que a menção de um sinistro sorriso nos lábios.


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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Nymera Martell em Sab Dez 23, 2017 2:55 pm

Os ventos estavam sendo bons, chegaríamos em Vilavelha na metade do segundo dia. Durante a viagem mostrei a minha irmã Alia o mapa de navegação e o básico para usá-lo, creio que ela se perdeu em uma ou duas explicações, era como se fossemos crianças e eu a ensinava a subir em árvores, ou tentava pois ela era pequena demais e nunca pegou o jeito direito.

Minha mãe por outro lado gostava de ficar na ponte, sentia a maresia e os raios de sol que a banhavam todas as manhãs, ninguém em sã consciência poderia dizer que Lady Mhrian Martell não era uma mulher bela, com seus cabelos castanhos escuros, olhos violetas e pele levemente morena, também a famosa mecha branca que quase todos os Daynes possuem, quando cheguei a idade para entender as coisas entendi plenamente o por que de meu pai ter se apaixonado por ela a primeira vista.

- Capitã – Arsh, um gêmeos veio ao meu encontro, estava na proa, olhando a paisagem, perdida em pensamentos – Os homens a estão aguardando em sua cabine.

- Obrigado – o viu se retirar, olhou suas costas desnudas, marcadas de batalhas, algumas com espadas outras `` batalhas de amor´´ como gostavam de dizer.

Ao chegar na cabine encontrou os gêmeos, Muud, o Músico, Sarch e, Smir, que não faria parte de seus planos, mas sempre a acompanhava.

- Senhores, senhorita – piscou para a jovem protegida – Eu os chamei aqui pois vou ter que pedir alguns serviços dos senhores em quanto estivermos em Jardim de Cima.

- Que tipo de trabalhinhos serão esses minha capitã? – Muud, um ladrão de mãos ágeis perguntou com seu sorriso trapaceiro nos lábios, não me recordo ao certo de como ele foi para em minha tripulação, talvez a confusão de quando roubava os gêmeos enquanto iam a um bordel em Lys, pra não morrer ele se ofereceu a acompanha-la pra onde for.

- Que bom que perguntou Muud, você e o Músico vão passear entre os soldados de nossos `` amigos´´, os Lordes de Westeros que estarão lá, vão ver se estão armando alguma coisa e como são, aparência, modo de agir, já Arsh e Dart – me virei para os gêmeos – Vocês vão ficar com a parte interna do castelo, vão vigiar todos aqueles que vão acompanhar os senhores, e nas horas vagas se misturar com os servos, mas, não quero confusões envolvendo os dois por que não conseguem controlar o próprio pinto, se não eu mesma vou corta-los fora – minha expressão ficou um pouco sombria, já havia tido problemas demais com dois sobre sua aventuras proibidas.

- Sim, minha capitã, meu pau ficará contido dentro de minhas nobres calças – Dart levantou as mãos em modo de rendição.

- Eu não prometo nada – Arsh, o gêmeo mais atrevido falou baixo, mas audível o suficiente para todos ouvirem.

- Controle-se o máximo possível, pois vocês dois também vão guardar a minha mãe e irmã na minha ausência.

- Como assim...

- Minha senhora vai participar do Torneio, por isso que vocês dois vão guardar a senhorita Alia e a senhora Mhrian – Sarch respondeu ao meu comentário com certo orgulho em contar que participarei das competições.

- Eu tenho uma pergunta minha doce capitã, como vamos entender o que os soldados inimigos estão falando se não falamos o Idioma Comum? – Muud perguntava enquanto girava um anel com um rubi que roubou de um comerciante.

- Por isso que enviarei a Sarch junto com vocês, ela tem aprendido a língua comum nesse último mês com o meu meistre e ele disse que ela absorveu grande parte do aprendizado e que aprende rápido os ensinamentos, por isso ela vai com vocês – um sorriso de satisfação surgiu em meus lábios – Ela vai traduzir maior parte, acredito que a outra parte vocês terão que adivinhar, mas creio que será tranquilo – todos assentiram em concordância aos meus planos.


Passamos pelo Vago tranquilamente, mesmo com as luzes dos faróis acesas, talvez algum pirata tenha passado por lá e nem sabemos, sorte não ter encontrado nenhuma embarcação indesejada pelo caminho.

Desembarcamos bem na costa, vimos ao longe um navio com a vela amarela, e ao chegar bem próximos pude ver a lula gigante da família Greyjoy, suspeitei que o novo lorde tenha vindo para as festividades, mas que também que queira investigar o sumiço de seus parentes, preferi não pensar muito no assunto.

Pegamos a Estrada da Rosa em pouco tempo, seria bom que as tropas Tyrell vissem que não viemos com hostilidades e sim com um intuito de paz.

Ao chegar fomos recebidos por uma comitiva de soldados da Campina, dentre eles se aproximava um jovem, bonito aos olhos, um pouco robusto, com armadura polida, cabelos cortados rente e olhos castanhos claros.

- Meu nome Garreth Grimm, meu senhor Luthor Tryrell me mandou lhes dar as boas vidas a Jardim de Cima e ao torneio estar por vir – seu olhar parecia simpático, mas Nymera viu que era apenas cortesia, sentiu que ele não as queriam ali – Só espero que vocês dorneses não sujem a todos com sua libertinagem e promiscuidade, seria muito ruim limpar a sujeira depois – seu sorriso me irritou, junto com as risadas dos homens da pequena comitiva.

- Ora seu fedelho insolente... – Aarthor já agitava o cavalo para dispara em cima deles, mas a princesa levantou rapidamente o braço para indicar que não era necessário.

- Garreth Grimm, certo? Engraçado, no caminho de cá eu pude ter um vislumbre das Ilhas dos Escudos e uma coisa que pude notar é que elas são minúsculas, medíocres, me impressiono como conseguiram construir um castelo lá, ao contrário de Dorne, que é 10 vezes maior e mais rica do que a sua ilhazinha jamais foi garoto, seu lorde nos chamou aqui por uma razão e eu aposto que nossas acomodações serão maiores e mais luxuosas do que as suas que não devem passar de um simples quarto no estábulo – vi que o jovem estava vermelho de raiva – Ouvi você me avisar que espera que não sujemos o seu território com nossa libertinagem e promiscuidade, mas eu aposto você ou o seus amigos não podem ver uma porta de bordel aberto que já estão entrando, e aposto mais ainda que as sua putas preferidas são as que vem da minha província, então não me julgue - o agora o vermelho se empalideceu – Ops, parece que eu acertei em cheio – meu sorriso era frio, mas era satisfatório vê-lo com aquela expressão – Se você ousar usar essa língua de merda contra mim ou a minha família ou os meus homens, pode ter certeza que eu vou arrancá-la fora e depois presentear o seu Lorde com ela, dizendo que é assim que Dorne responde a aqueles quem nos insultam.

- Me perdoe, minha senhora – vi que jovem de má vontade fez uma pequena reverência, achei graça, Ora, aonde está toda aquela ousadia? Deplorável...

- Parece que no final, os homens da Campina não são tão cavaleiros quanto dizem – voltei minha atenção aos meus homens – Se virem esse merdinha insultando, incomodando ou até tocando em alguém da minha família podem cortar os braços, as mãos e de preferência a língua – falava em valiriano, as risadas deles foram sádicas, ouvi um `` Sim senhora´´, vi Muud girar uma adaga com um rubi no cabo e olhava para o rapaz, sabia que aquele ali seria o primeiro a pular em cima dele.

Ao montarmos os acampamentos voltei a repassar alguns detalhes do meu esquema secreto com os homens, até que vi mais adiante um grupo de soldados, tentei ver o símbolo da estampa, não a reconheci, não parecia de Westeros o que me deixou apreensiva, havia uma mulher entre eles, bonita, e quando voltei minha atenção aos homens vi que os gêmeos estavam vidrados nela, principalmente Arsh, sua cor parecia ter sumido e vi em Dart que ele estava um tanto apreensivo, olhava para o grupo e para o irmão, aquilo chamou a sua atenção, algo de estranho está acontecendo, podia sentir a tensão no ar.

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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Tymo Blackwood em Sab Dez 23, 2017 3:57 pm

Tymo Blackwood


Lorde Torrhen Stark possuía a postura dos Antigos Reis do Norte. Suas feições eram duras e desprovidas de emoção, como eu imaginava que um nortista deveria ser. Os Stark detinham em mãos os maiores e mais inóspitos territórios, às margens da grande Muralha. O que havia Para Lá da Muralha, somente sabiam os patrulheiros e as velhas amas, que nos contavam as histórias da grande noite durante a infância. Lendas que sempre nos permearam a cabeça.

Respondi formalmente aos cumprimentos do Senhor de Winterfell, que nos apresentara a seus filhos. Dois meninos gêmeos e sua filha mais velha, uma bela jovem de cabelos vermelhos e olhos azuis. A mesma donzela com a qual me deparara outrora, mirando-me quando a fitei na entrada de sua tenda. Tomei delicadamente sua mão e a beijei. Sua pele era extremamente suave, e seu toque tão macio quanto plumas.
Minha senhora. – Mirei seus olhos de lagoa, que me chamavam ao contato. Lady Stark possuía uma beleza estonteante apesar da pouca idade. Seus gestos e modos demonstravam que fora criada para ser a Senhora de uma Casa nobre.
Lorde Stark, é uma grande honra revê-los. Espero que tenham feito uma boa viagem. Soube que atravessar o Gargalo é por demais complicado essa época do ano.

Abri um meio sorriso. Representava naquele momento não apenas Solar de Corvabor e o Tridente, mas também a futura dinastia Blackwood.
Em nome de Tristan Blackwood, Protetor do Tridente, faço as honras a Casa Stark. Será de grande satisfação recebê-los em Correrrio, ao término do torneio. Ficaremos felizes se aceitar conhecer nosso bosque sagrado.

Meneei a cabeça em mais uma formalidade. A meu lado, Ethan parecia tentar retesar sua postura, fazendo com que de fato parecesse o Chefe da Guarda que agora o era.

Olhei para a jovem Stark e novamente sorri, cumprimentando-a outra vez. Não haveria oportunidade melhor para estreitar os laços com futuros aliados do que naquele evento. Sentia agora que o rumo dos ventos começava a mudar.

Sopravam agora a favor do Tridente e de Corvabor. Sopravam a favor dos Blackwood.

Deuses antigos, ouvi-los.


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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Luthor Tyrell em Sab Dez 23, 2017 5:44 pm

~ Lorde Luthor Tyrell ~

A maioria dos convidados haviam chegados. Estavam presentes: os irmãos Cecilian e Tymo Blackwood, a bela Princesa Nymera de Dorne, Lorde Torrhen Stark e uma bela garota que o acompanhava, imaginei que fosse ser sua filha Lady Alys Stark, Lorde Harry Greyjoy, Lorde Jonathan Baratheon e Lorde Koude Swann nos agraciavam com sua presença. Nunca imaginei que conseguiria reunir pessoas tão importantes em um só lugar, minhas mãos suavam.

Já entardecia, todos estavam presentes no Grande Salão de Jardim de Cima. O Grande Salão  era belo e tão espaçoso quanto o Grande Salão de Porto Real. O local possuía um formato oval, onde acomodava todas as mesas em sua volta, nas paredes haviam ornamentações de prata com o símbolo da Casa Tyrell esculpidas na parede de madeira, contando a história e tradição de nossa casa desde a Era dos Gardener. Segundo a lenda, o Grande Salão havia sido construído pelo Rei Garse VII Gardener, em homenagem a sua esposa.

Meister Garlan aproximou-se de mim enquanto eu caminhava para adentrar ao Grande Salão. Meu tio parecia um pouco cansado, eu não poderia culpá-lo, ele havia trabalhado dia e noite para que este evento acontecesse.

“Como estão os nossos convidados?” - perguntei sem muita demora.

“A maior parte já está se acomodando no Grande Salão. Os Lannisters, Arryns e até os Tarly recusaram o nosso convite, contudo, os demais convidados comparecerão. Acredito que você não seja tão impopular quanto imaginava ser..” - disse antes de ser interrompido por Lady Helena.

“Está tudo sobre controle.”  - disse Lady Helena prontamente. - “Recepcionei os Greyjoys como você me ordenará, pelo visto Lorde Harry é um homem de confiança, assim como os demais.”

“Minha maior preocupação é em relação aos outros. Não tenho a mínima idéia de como os soldados recepcionaram os outros Senhores.” - disse preocupado

“Não temos tempo para pensar esse tipo de questão no momento.” - disse Meister Garlan Tyrell - “Você deve entrar e fazer algumas considerações, as pessoas querem conhece-lo, não acho prudente deixá-los a espera.”

Assim que terminou de falar, tomei a mão de minha irmã, Lady Helena, e pûs-me a entrar no Grande Salão. Havia um enorme barulho, contudo, quando entrei o silêncio imperou sobre aquele lugar, eu não tinha a mínima ideia sobre o que falar, ou ao menos o que pensavam sobre mim, os poucos que me conheciam, deveriam ter escutado histórias horríveis sobre mim. Enfim, agora não importa mais… Caminhei até o final do Grande Salão, onde havia o Trono Florido. Olhei para todos os presentes e iniciei o pequeno discurso. Estava vestido com roupas típicas de festas, tecidos leves de cores verde e dourado e um sobretudo com a estampa de Casa Tyrell. Minha irmã e Meister Garlan posicionaram-se a minha destra. Olhei para todos.

“M'Lordes e M'Ladys, agradeço a presença de todos. Sou Lorde Luthor da Casa Tyrell, Senhor da Campina e Protetor do Sul. Talvez já tenham ouvido falar de mim e mesmo que não tenham escutado sobre mim, me sinto no dever de me apresentar. Sejam bem-vindos ao Grande Torneio da Campina. Há tempos estamos vivendo em tempos de calamidades em Westeros, algumas de nossas casas perderam homens e mulheres importantes.  - lembrei de meu irmão – Os sete reinos sangram e  uma guerra está a porta, apenas nós podemos evitar o que está por vir. Este evento veio para promover cooperação e um pouco de diversão para nós que vivemos em tempos difíceis. Eu ofereço este torneio a minha irmã, Lady Helena, a mais bela Rainha do Amor e da Beleza. Sintam-se à vontade para se fartarem neste precioso banquete. Em breve se iniciará as competições."

Assim que terminei o breve discurso, assentei-me no Trono Florido, imaginando meu próximo passo. Ergui uma taça de vinho e brindei pela paz dos Sete Reinos.

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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Jonathan Baratheon em Sab Dez 23, 2017 7:31 pm

Lorde Jonathan Baratheon em pé e encostado em uma parede do Grande Salão de Jardim de Cima, em sua cabeça estava empoleirado seu corvo estranhamente obediente. Em sua mão estava um cálice de vinho,que fora usado para o brinde junto com o salão inteiro. Não estava muito confortável, pois as janelas do salão estavam fechada em pleno verão. Os convidados do salão, alguns sentados e outros em pé, conversavam ruidosamente. Wham, Ace e Kars estava a uma distância respeitosa mas alerta. Desde quando foram comprados em Astapor, os três foram relutantes em receber nomes, mas com o tempo se acostumaram.
O jovem estava vestido com um gibão negro com um cervo estampado no lado esquerdo e folhas de louro em ouro nos braços e dorso. Por baixo uma túnica simples de seda. Uma capa dourada cobria uma parte superior da calça, também preta. As botas lustradas faziam sobrar na altura da panturrilha. Uma espada de mão e meia no cinto de couro, se escondia hora e outra por detrás da capa.
Ele olhava a formosura das damas ali presentes. Todas adornadas por suas jóias e vestidos. Os lordes se destacavam entre os homens, a maioria era alta e com ares aristocráticos.
Jonathan viu a cabeça de Koude Swann passar do outro lado do salão, se inclinou para Kars e murmurou uma ordem. O mesmo se retirou. Continuou olhando o salão, bebericando seu vinho e esperando que alguém dirigisse a palavra para ele.


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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Nymera Martell em Sab Dez 23, 2017 7:51 pm

Antes de seguir com Muud e Salador, O Músico, Sarch junto com as duas aias que trouxe de Dorne me ajudaram a me arrumar, preferi algo que se destaca-se, afinal, sou a Princesa de Dorne, escolhi um dos vestidos que comprei depois do incidente com a tempestade de areia, de uma costureira pobre, o havia achado lindo e só estava esperando a ocasião para usá-lo.

Vestido:


Pouco tempo depois liberei a jovem para fazer os serviços que lhe mandei. As aias tomavam cuidado para acertar tudo, o banho foi fresco, depois elas me encheram de essências exóticas, pulsos, braços, pescoço, pontos estratégicos, o cheiro era ótimo, uma mistura de mirra e um toque de canela, braceletes de outro foram colocados em meu pulso, um pequeno e fico colocado em meu tornozelo, achei graça.

Meus cabelos um tanto secos foram presos em dois coques, e neles foi posta duas pequenas tiaras douradas com pequenos espinhos, ao final de tudo me olhei no espelho, mal me reconheci, a pequena maquiagem que fizeram estava fantástica, agora sim eu me parecia uma lady de uma Casa nobre, mas no fundo ainda sou a capitã de um navio e guerreira do Sol.


Ao chegar no Grande Salão pode perceber que tudo foi bem organizado, flores por todo o canto, uma grande mesa aonde ficaria a família anfitriã e as grandes mesas de carvalho onde ficariam os lordes, ao meu encalço estavam os gêmeos, junto com Aarthor, sua mãe estava impecável ao seu lado direito com seu vestido de seda violeta e sua irmã Alia, igualmente impecável.

Ao nos sentarmos na mesa olhamos os lordes que estavam ali e os que chegavam, volta e meio eu cochichava algo para minha irmã e ríamos baixo, os olhos que nos observavam mostravam que alguns não nos queriam ali, outros ficavam hipnotizados pela nobreza dornesa, olhava os olhos, castanhos, claros ou escuros, azuis, cabelos castanhos, pretos, ruivos, tantas pessoas, Realmente esse torneio juntou várias Casas e pessoas importantes, pensei comigo, escolhi manter minha postura até algum lorde amigável vir conversar, afinal, o plano de tudo aquilo era nos conhecermos.

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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Luthor Tyrell em Dom Dez 24, 2017 1:30 am

~ Lorde Luthor Tyrell ~

Pelo visto, os outros Senhores estavam sendo bem servidos. O Grande Salão estava cheio e festivo, os bardos entoavam canções pelo salão, e alguns oficiais já estavam bêbados, Sir Walter Flowers, General da Campina e Sir Igon Crane, o Alto Castelão de Jardim de Cima, estavam quase caídos um pelo outro. Ordenei que Sir Hugh Clifton fizesse a guarda de minha irmã e Sir Arryk Webber fizesse a guarda de meu tio, Meister Garlan. Meus guardas pessoais: Willas Chester e Mace Serry, estavam ao meu lado, ambos de uniforme completo. A segurança estava completa. No momento eu só queria me divertir e esquecer as preocupações.

De longe avistei as Princesas Dornesas, lembrei-me o que meu pai dizia sobre aquele povo, e as várias piadas que fazíamos quando éramos crianças. Porém, a beleza das princesas eram de fato estonteantes, segurei minha compulsividade. Levantei-me do Trono Florido e cruzei o Grande Salão de encontro mesa das Princesas Dornesas. Meus guardas estavam me acompanhando.

Assim que me aproximei, fiz uma breve reverência e abri um sorriso agradável. O tom de pele das princesas faziam-me lembrar dos pêssegos de Águas Claras. Ambas possuiam sua beleza particular.

Princesa Nymera e Princesa Alia, é um imenso prazer tê-las conosco nesse singelo evento.” - disse olhando para ambas, especialmente para Princesa Nymera - “Meus homens disseram que tiveram complicações com o jovem Gareth Grimm, espero que tal atrito não venha atrapalhar as nossas relações.” - disse sorrindo

Quando terminei de falar, puxei uma cadeira e me assentei, meus guardas continuaram de pé. Ergui minha taça de vinho e bebi, olhando para ambas.
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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Nymera Martell em Dom Dez 24, 2017 2:14 am

Apreciava cada momento que se passava, ouvia os bardos, via os dançarinos, realmente pensei que Lorde Luthor se esforçou bem para organizar tal evento, bebia uma taça de vinho, um vinho bom, um tanto doce, mas gostoso. Avistei alguns oficiais bêbados e achei graça, também avistei um homem perto na porta do Grande Salão, de longe vi um cervo, o símbolo da Casa Baratheon, meu sorriso sumiu por alguns segundos, pensei em Osmund, rodei os olhos pelo salão, mas não o vi, os cabelos dele eram negros como a noite e os olhos azuis como o mar, Com certeza um Baratheon, talvez um irmão mais novo, pensei comigo, desviei o olhar com aqueles olhos cristalinos miraram os meus.

Algum tempo depois vi Lorde Tyrell nos mirar de onde estava, olhos castanhos, cabelos escuros, um típico homem da Campina, mas havia algo nele que era diferente do resto, ouvi por Sarch que ele era mulherengo e decepou a mão de um de seus homens por insulta-lo, Realmente um homem perigoso.

- Lorde Tyrell - o comprimentei depois de sua aproximação, olhei para seus guardas pessoais de relance - Grimm, Grimm... - olhava pros lados como se não lembra-se quem era - Ah, o garoto arrogante que nos recebeu - esboçei um sorriso amargo - Só espero que tal comportamento não se repita, odiaria ter que sujar o meu vestido de sangue, mas não estou aqui para criar rixas ou derramar sangue, estou aqui pra aproveitar um torneio ao qual vossa senhoria foi bastante legal em nos convidar.

O vi puxar uma cadeira e se sentar, mirando tanto a mim quanto minha irmã, quando mirei minha mãe ela deu uma singela erguida de sobrancelha, o que indicava que ela viu a aproximação do lorde, seus olhos tinham um pouco de malícia, pude ver que minha irmã tomou uma postura um tanto fria o que era normal para ela, afinal ela odiava essas aproximações, deu um toque com o meu joelho na perna dela discretamente.

- Mas me diga Lorde Luthor - dei um gole em minha taça - É verdade de decepou a mão de um oficial? - disse com meus olhos cheios de divertimento, escondidos pela taça que levei aos lábios novamente.

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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Cecilian Blackwood em Dom Dez 24, 2017 2:40 am

Cecilian Blackwood


Era incrível como um simples olhar poderia ser a janela para o coração, minha mãe dizia que se você quisesse saber sobre segredos ou mentiras, era necessário ser atento com os olhares em volta, pois os lábios mentiam, mas os olhos jamais.

Mas haviam olhos que me confundiam, e estes olhos eram de Tymo, que por dias me olhava e outros nem sequer se encontrava aos meus. A única coisa que eu sabia era que havia algo desde o momento que Tristan o chamou para conversar em Correrrio, algo que ele me escondia.

E naquele momento com os Starks, notei seu olhar cortês perante a jovem Alys Stark, havia doçura em sua voz e um tratar diferenciado. Engoli a seco ao presenciar aquela cena. Desviei o olhar algumas vezes da jovem, e deixei que um sentimento ruim me corroesse.

Entretanto, senti gentileza e consideração vindo por parte de Lorde Stark em nos cumprimentar, afinal, nossa mãe pertencia ao Norte e fazia questão de nos lembrar que havíamos presenciado a nomeação de Torrhen como Lorde e Protetor do Norte. Mesmo com o semblante fechado e muito duro,  por parte de Lorde Stark, acreditava em uma futura aliança. Principalmente, depois do comportamento de Tymo.

Estava me deixando ser banhada pelas damas e seus panos, quando me perdi em meus devaneios sobre o nosso encontro com os Starks nas tendas. Não me apeguei nas escolhas de vestidos ou jóias, apenas deixei que elas me enfeitassem conforme suas vontades e suas sugestões  com intuito que os Lordes convidados me notassem, porém, eu gostaria que apenas uma pessoa viesse até mim naquela noite.

Colocaram-me em um vestido dourado e detalhes escuros, uma tiara em meus cabelos soltos e brincos exorbitantes. Eu jamais negava que as minhas damas tinham olhos maravilhosos quando escolhiam por mim, sabiam exatamente como me realçar.  

Segui em direção ao castelo acompanhada, e adentrei momentos antes do discurso do Lorde Tyrell se iniciar. Um discurso feito de palavras vagas e de alguém que não sabia se portar na frente de muitas pessoas, imaginei como deveria ser ele em batalha liderando um exército com homens que precisam ser incentivados a matar ou morrer por um ideal que ele defende.

Não consegui esconder meu olhar de desdém enquanto ele declarava para todos sobre a proposta de Torneio que ele havia nos  convidado. Com discrição, passei meus olhos perante alguns rostos, e os reconheci devido a presença na última reunião  do Conselho. Lembrei-me da Princesa Martell, estava encantadora como naquele dia. Os outros Lordes presentes eram novos para os meus olhos, nem Tyrell era conhecido, exceto pelos rumores dos quais as damas diziam sobre o seu comportamento perante as mulheres.

Havia uma cadeira vazia ao meu lado, porém, não demorou muito para ser preenchida pela presença de Sor Graceford, fui agraciada. Antes de se assentar, ele parou ao meu lado, estendeu a sua mão para que eu repousasse a minha sobre a dele, e a beijou com a mesma delicadeza de mais cedo.
-Sor Graceford, quão sortuda devo me considerar por ser agraciada por sua presença nesse  banquete tão... – Dei uma pausa para evitar o que havia pensado em dizer. – maravilhoso.
-Sou eu quem deve me considerar abençoado, m’lady. – Disse ele tomando uma taça de vinho a sua frente. – Senhora dos Rios e Tridente. – Citou ele. – Uma mulher criada para ser forte e majestosa não deveria estar conversando com um simples cavaleiro.
-Para você vê como está sendo o seguimento desta carruagem. – Ironizei.
-Como é estar em Correrrio? – Disse ele com o mesmo olhar capcioso.
-Não é muito diferente quanto dizem. – Respondi. – Os Tully fizeram um ótimo trabalho ao construir aquele castelo.
-Os Tully... – Disse ele se aproximando. – Diga-me – Ele deu uma pausa para um gole do vinho. – Como foi entrar em Correrrio sabendo que os Tully foram dizimados naquele lugar?
-Que prazer mais estranho em falar sobre morte, Sor Graceford. – Fingi-me de desentendida. – Não me importei em me deitar na mesma cama que a bastarda, mas me deliciei em ver meu irmão cortando a cabeça do assassino.

Tomei a taça da mão dele e engoli o vinho de uma vez.
-M’lady, não achas estranho o fato deste assassino ser simplesmente julgado, sem ao menos uma verdade sobre os assassinatos? – Disse ele com um tom levemente irônico em seu pergunta.
-Não, meu caro. – Respondi. – Afinal, em Westeros, quem muito quer saber das coisas, acaba morto. E acredito que isso não seja meu desejo, e muito menos o seu. – Disse enquanto me levantava. – Com licença.

Retirei-me da mesa, sentindo-me insultada novamente por Sor Graceford, a vontade de  lhe arrancar aqueles olhos me consumia, teria prazer em enfrentá-lo em um combate corpo a corpo para envergonhá-lo como ele havia feito a pouco.  

Peguei outra taça de vinho e me aproximei de um dos meus irmãos para evitar que outra pessoa viesse a tomar liberdades indevidas sobre mim, e muito menos sobre a minha família.




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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Luthor Tyrell em Dom Dez 24, 2017 3:08 am

~ Lorde Luthor Tyrell ~

A Princesa de Dorne tinha seus encantos, contudo, sua língua era bastante afiada. Quase não havia reparado, mas em sua retaguarda havia dois soldados imensos, eles se pareciam bastante, talvez fossem gêmeos. E havia também uma mulher mais velha, sabe-se lá quem era, não haviam sido apresentados.

Rodeei o dedo indicador sobre a bordar de meu cálice de ouro. Olhei diretamente para Princesa Nymera enquanto ela falava sobre seu desentendimento com Gareth Grimm, obviamente eu não iria puni-lo. Ele era apenas um garoto atrevido. Assim que ela disse que odiaria sujar o vestido de sangue, abri um leve sorriso, a ideia de ver a princesa em ação divertiu os meus pensamentos. Ao mesmo tempo que me senti excitado com a ideia de uma princesa firme e guerreira, pensei o quão perigosa ela poderia ser com o escudo e a lança certa.

“Pelo visto é uma guerreira, certo? Meu pai sempre diziam que a criação das mulheres Dorne era muito diferente da Campina.” - disse para Nymera - “Ele costumava dizer que as mulheres de Dorne eram excitantes, perigosas e selvagens. Conheci muitas mulheres de Lys até Asshai, porém, confesso que sempre temi dormi com uma dornesa” - confessei para a princesa.

O banquete seguia as taças de vinho se multiplicavam. Confesso que eu era uma pessoa ainda pior com vinho no estômago. Nymera havia comentado sobre o ocorrido entre mim e Sir Igon Crane. Sinceramente me senti incomodado, as notícias voavam em Westeros.

“Fico impressionado como as notícias correm em Westeros.” - disse surpreso para Princesa Nymera - “…Decepei a mão de meu Alto Castelão. Ele desafiou minha autoridade dentro do Conselho da Campina, acredito que em Dorne ele seria julgado e morto. Porém, fui benevolente e apenas retirei dele a mão, no momento, não homem mais fiél que Sir Igon Crane em Jardim de Cima.” - disse olhando para o vazio.

Dei uma golada de vinho e fiz sinal com as mãos para que enchessem o meu cálice novamente.

“Sabe, Princesa Nymera” - tornei a olhar para a garota - “Confesso que eu não queria estar aqui. Todo esse trabalho de ser 'Lorde' era o ofício de meu irmão, Lorde Wilson, eu era apenas o irmão mimado que vivia 'fodendo' pelo continente, mas no momento o cálice foi passado para mim, pretendo honrá-lo.” - assim que disse soltei uma breve gargalhada - “Olha só para nós, Tyrells e Martells reunidos brindando a 'paz' de uma Westeros falida. Foda-se os Targaryens.”

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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Harry Greyjoy em Dom Dez 24, 2017 3:27 am

Harry Greyjoy

Os jovens irmãos Edward e Alphonse Netley estavam encantados com Jardim de Cima, apesar de o Usurpador ter atracado na sede dos Tyrell algumas vezes, em poucas eles estavam presentes e não haviam saído do porto em nenhuma delas. Steffon Flowers por outro lado tinha sido criado ali e Darlaw Pyke como imediato do navio, acompanhou algumas negociações no lado de dentro do castelo.  

De qualquer jeito, não era para admirar a Campina que eles saíram de Pyke. Trajado de uma grande túnica prateada com botões feitos de jade e um chapéu ornamentado com penas de pavão, Harry adentrou no Grande Salão com os cabelos reunidos em uma única e longa trança. A comemoração estava interessante, o local era bem espaçoso e estava recheado de flores. Os bardos tinham uma boa voz e o som de suas harpas agradava aos ouvidos de qualquer um. As servas ofereciam um vinho tinto-seco maravilhoso que certamente vinha da colheita dos Redwyne.

Lorde Greyjoy resolveu se sentar para observar os convidados antes de fazer qualquer ação. Passando o olhar pelo salão ele pode ver que alguns lordes faltaram como os Lannister e os Arryn, contudo a maioria estava ali. Os anfitriões chegaram sem muita demora. Helena continuava bela e Luthor Tyrell pareceu conquistar os corações de algumas criadas quando apareceu para dar boas vindas para todos, contudo as ignorou ao atravessar o salão para conversar com os dorneses, mais especificamente com Nymeria Martell, uma mulher atraente de pele morena e seios fartos.  Continuou observando, Cecilian Blackwood que havia arrancado alguns breves risos de Harry por causa da expressão de desprezo que fazia durante o discurso de Luthor, agora abandonava um alto cavaleiro ruivo que parecia ter tentado corteja-la. Mais afastado encostado em uma parede estava Jonathan Baratheon com um aspecto estranho e com um corvo sobre sua cabeça, rapidamente pode perceber que o rapaz tinha uma espada em seu cinto. Harry tinha vindo somente com uma faca escondida dentro de sua túnica, mas tinha habilidade com tal arma. Seguia olhando para todos quando uma mão o puxou o fazendo levantar, quando virou era Darlaw.


- O que esta fazendo parado, capitão? – dizia o tripulante com um grande sorriso no rosto e acompanhado de um cavaleiro.– Esta vendo este miserável aqui. – Apontou para o homem. – O nome dele é Igon Crane e esta dizendo que ninguém o bate numa competição de bebidas. – entregou um copo de vinho na mão de Harry. – Vamos, vire conosco. – acabei por entrar na competição.

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Última edição por Harry Greyjoy em Dom Dez 24, 2017 4:04 am, editado 1 vez(es)
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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Nymera Martell em Dom Dez 24, 2017 3:45 am

Pude ver o divertimento nos olhos do jovem Tyrell, quando disse que odiaria sujar o meu vestido de sangue pude ver seus olhos ficando mais escuros, talvez fosse de excitação, e quando comentou sobre as mulheres que ele conheceu não pude evitar o olhar de divertimento e de rir quando ele temia dormir com mulheres dornesas, A querido, você não sabe nem da metade sobre nós.

- Falando em mulheres dornesas deixe-me apresentar Lady Mhrian Martell, minha amada mãe, e como já conhece, está é a Princesa Aliandra, mais conhecida como Alia entre nós, minha irmã caçula muito amada por todos, principalmente por mim - pedi para enchesse a minha taça novamente, Arsh e Dart estavam atrás de mim, eles olhavam para os guardas pessoais de Lorde Tyrell - Nós mulheres, em Dorne, somos criadas a não depender muito de homens para fazer o que bem entender, aprendemos a lutar, liderar e a amar, temos a liberdade que muitas senhoras daqui invejam, não julgamos aquelas que escolhem explorar sua sexualidade ou querem ser donas de si, ou ambas, por isso que nos chamam de selvagens e perigosas, por que tudo é possível... Vindo de nós - terminei com um sorriso, percebi que minha voz saia como um veludo, doce e macia, mas o coldre em minha coxa dizia muito o contrário.

Os olhos daquele homem carregavam malícia, e ele não fazia questão de esconder, De fato, um homem perigoso

- Coisas desse gênero são os que mais voam Lorde Luthor, não podemos derramar uma gota de sangue sem Westeros ficar sabendo - disse bebericando minha bebida, girava o línquido na taca e olhava fixamente a vermelhidão sangue que havia nela - Em Dorne... - pensei o que faríamos quando alguém desafia a nossa autoridade - Faríamos o mesmo, deceparíamos a mão, braço, um membro muito importante, depende muito do tipo de afronta que a pessoa faz, para matarmos a pessoa teria que cometer traição, uma coisa que não toleramos, ou uma injustiça.

Quando ele falou o meu nome eu prestei bem a atenção no que ele dizia, e foi ae que vi o tipo de homem que ele era, o irmão do meio que nunca imaginou que teria tal responsabilidade, lembrei que meu pai me disse da proposta que os Tyrells fizeram, queriam que eu me casa-se com o primogênito, e pensei que a essa hora eu seria viúva, possivelmente tendo 1 ou 2 filhos e possivelmente triste por não ter feito as minhas viagens, agradeci em silêncio a Mãe Roiner e ao meu pai por não me deixarem me casar.

- Sabe Lorde Luthor - bebi um gole do vinho - Eu sou a filha mais velha, querendo ou não o cálice seria passado pra mim, mesmo eu querendo a minha liberdade e viajar, o importante não é o tipo de pessoa que somos e sim o que fazemos com o poder que nos foram dados, pois, você pode ser um crápula, mas pode ser bom com aqueles que merece e mal com aqueles que fazem por merecer, acredite, pessoaS mudam, mas nossas ações não podem ser desfeitas - ri do comentário sobre nossas Casas - Se nossos antepassados nos vissem agora... Acho que os seus lhe bateriam e os meus mijariam na minha taça - bebi o resto em um gole - Cuidado com a língua nobre lorde, os dragões tem ouvidos mais longos que chifres de bode.

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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Koude Swann em Dom Dez 24, 2017 12:48 pm

Koude Swann

O banquete seguia ao redor da comitiva Swann, Koude não podia se sentir mais deslocado.

-Senhor, confirmei o que queria, era uma brecha falsa como você imaginou- Leif comentou baixo, falando em Alto Valiriano para não ser reconhecido- Jardim de Cima seria um dos maiores desafios que já tivemos.

Koude pousou o copo com vinho até a metade, já o havia reenchido 4 vezes, mas estava acostumado com a bebida e tinha a decencia de pedir algo fraco.

Olhava os lordes ao seu redor, todos bem vestidos e arrumados, trajendo os melhores equipamentos e se portando com uma graça temerosa e com sorrisos falsos. Koude parecia um mero soldado ali, suas roupas não eram melhores que as de um cavaleiro do vale, seus cabelos estavam bagunçados, se olhassem de fora era mais fácil acreditar que Leif era o lorde e não Koude.

E era a primeira vez que isso imcomodava o Swann de verdade.

-Leif... -Começou a tecer uma ordem, averiguar tropas? Espionar outra possível falha no castelo? Ouvir as conversas de vassalos baixos? Fazer-se de bardo para espionagens maiores? -Sente-se. -Disse por fim.

O cavaleiro obedeceu a ordem com bom grado, chamou um dos criados que vivia passando e pediu uma copo para si da bebida mais forte que tivessem.

Koude pendia o olhar para o próprio grupo. Ou Ki apenas aproveitava a comida junto com Bjorn. Irvine e Klicius apenas estavam em seus cantos e Ashtar parecia meio irritava, o que não era um bom sinal, mas fez Koude sorrir um pouco.

-Jesh, sei que pode ser estranho, mas tem algumas pessoas que podem conhece-lo... Conhece-lo mesmo. -Leif tinha um sorriso morno e meio chato. -Tem duas comitivas aqui que vieram de Essos, as conversas não mentem quanto a isso. Sua fama para aqueles lados ainda é grande. As pessoas lembram do Cisne Branco e de suas asas cortantes.

Koude sabia o que ele queria dizer com aquilo. Pessoas que o conheciam o suficiente eram possiveis aliados e contratos, o problema é que isso se ele fosse apenas o mercenário, o cisne branco que não traia contratos sem avisar, que podia roubar Volantis e afastar Khals em combate.

Sendo um lorde. Essas mesmas qualidades podiam se virar contra ele. E se as pessoas ainda lembravam de ses feitos, também lembravam de seus assassinios. "Como sabe que nenhum deles teve parentes mortos no saque a Qohor? Ou  a Tyrosh? Ou naquela trágica defesa a Lys?"

-Quem são essas pessoas? -Koude enfim perguntou. -Quero saber quais possiblidades ainda tenho.

Leif indicou 2 comitivas. Greyjoy e Martell. Koude sabia pouco dos Greyjoy, segundo boatos estavam no quinto lorde no mesmo ano, o Swann acreditava que o número estava exagerado, mas não conseguia pensar em que problemas enfrentava aquela família. Entretanto com Martell o caso era outro, Nymera Martell tinha nome no outro lado do mundo, Koude não tinha como não ter ouvido falar dela, já haviam até tentado contrata-lo para segui-la, mas não aceitará o trato para no lugar lutar a batalha dos pássaros sangrentos e não se arrependia disso.

Correu os olhos discretamente até achar a Martell, se ela fazia jus a seu nome em Essos seria uma pessoa interessante de se ter como aliada e mais interessante de se conversar do que todos aqueles nobres.

Antes que pude-se articular alguma ação um dos Morghuls se aproximou. Apontou para um dos homens de Jonathan que p chamava. "De uma hora para outra arranjei tanto o que fazer", o lorde riu baixo.

-Avise para ele que estou indo. -Ordenou ao Morghul.

-Espera ai Jesh, pretende sair agora. Você é um lorde aqui, não o mercenário que pode sair toda hor...

-Por favor Leif. Metade das pessoas aqui não sabem quem sou, a outra metade não sabe nem qual é minha casa. Que se foda essea lordes Westerosis e o que vão pensar no meu sumisso repentino,  se é que vão me perceber. -Falou alto em Alto Valiriano, seus soldados e capitães riram. -Tudo que importa agora é o veado e o sol, eles vão ser nossa escada.

Leif suspirou enquanto os outros riam, Koude trocou olhares com seu braço direito, os olhos do cavaleiro diziam."Você já foi mais inteligente" ou "Por que está fazendo isso? Não ve o jogo obvio a frente".

-Vá tocar para essas pessoas Leif, descontraia. Deixem que quem nos conhece entenda o recado... E que os outros acabem que nem Tyrosh, queimada e massacrada por subestimarem nosso vôo.

Leif suspirou de novo, mas sem real preocupação- O que qier que eu toque para esse público?

-Toque a música da batalha dos pássaros vermelhos que você fez, não foi com ela que você caiu nas graças daquela cortesa Lysena e nos arranjou um de nossos melhores contratos.

E Koude se afastou do grupo para ir até o enviado de lorde Baratheon. Queria estar lá para ver Leif tomar o lugar dos bardos e fazer seu jogo de diplomata, mas não teria essa chance pelo visto.

Fez questão de ordenar bem baixo a Irvine que fosse as cozinhas e bota-se a mais forte bebida possível para circular, deixou ele livre para escolher o metodo, mas as ordens eram simples.

Leif espalharia seu nome e causaria confusão ao entrar como músico, Koude iria até Jonathan cumprir seu papel de vassalo e Irvine usária a confusão para deixar os convidados um pouco mais "bebados" e soltos, assim ele eliminaria alguns problemas no torneio, ou talvez começa-se uma guerra.

Koude estaria mais em casa nesse cenário do que naquele banquetes de nobres
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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Luthor Tyrell em Dom Dez 24, 2017 1:25 pm

~ Lorde Luthor Tyrell ~

A Dornesa apresentou sua mãe, Lady Mhrian e Princesa Alia, que estava parada como uma estátua enquanto conversávamos. Percebi que Princesa Nymera analisava cautelosamente todos os meus movimentos e notei os pequenos sorrisos de divertimento em sua boca. Acreditei que ela me enxergava como um tolo ou até mesmo inexperiente – ótimo – me diverti com a idéia. Meu pai sempre dizia que nós Tyrell éramos agraciados pelos Sete por nossa beleza e sagacidade. As rosas são belas e formosas, contudo, eram os espinhos que evitavam a perda de aguá e as protegiam contra as herbívoras, nós Tyrell éramos uma bela composição da natureza, assim dizia meu velho pai.

O banquete seguia em festas, com muitas danças e canções típicas, todos se fartavam e bebiam. Aos poucos a festa estava se animando. Observei do outro lado do Grande Salão, o velho Sir Igon Crane estava competindo com o Lorde Greyjoy sobre quem bebia mais, Sir Igon estava se divertindo. Virando um pouco para a esquerda, estava uma mulher de cabelos negros, raros olhos verdes e um corpo esguio, pelas suas roupas, ela era uma nobre importante… Claro! Era Lady Cecilian da Casa Blackwood, irmã de Lorde Blackwood, não pude deixar de notar que ao realizar o meu belo discurso ela manteve seu olhar sério, como se não acreditasse. Ela estava conversando com um de meus homens, Sor Quettyn Graceford, mas pelo visto não havia sido nada sério. Ela simplesmente levantou-se e saiu da mesa. Seja qual fosse a investida de Sor Quettyn, ele deveria treinar mais.

A minha frente estava Princesa Nymera. Estávamos dispostos na mesa. Sinceramente, encontrei em Nymera uma boa companhia, ela se comportava como se o mundo fosse seu próprio jardim, ou deserto. De perto sua pele parecia ainda mais macia, porém, a festa havia acabado de começar não tínhamos tempo para investidas sem necessidade.

“Certamente nossos ancestrais nos matariam, princesa, mas vivemos novos tempos. A única vantagem de não ter sido o herdeiro a minha vida toda era que vivia livremente as minhas escolhas” - concordei com Nymera - “Estou aprendendo aos poucos. Em breve teremos de escolher entre Valerion ou Maegelle. Aprendi que como 'Lorde' temos todas as escolhas e nenhuma ao mesmo tempo.” - disse olhando para o copo - “Não me importo se os Targaryens tem ouvidos nas paredes, acredito que eles desaparecerão como se um martelo lhes tocasse o coração.” - sorri para a princesa - “A guerra só trará desconforto, a paz nos levará a perenidade de nossa espécie.”

Assim que disse, levantei-me da mesa, olhei para minha irmã, Lady Helena, ela estava sozinha. Pensei em ir até ela para convidá-la para dançar. O que importava agora era minha família, ou aquilo que restou dela, meus olhos brilhavam ao ver o quando Helena estava bela.

“Adorei conversar contigo, Nymera.” - disse sorrindo e limpando os farelos de minhas calças - “Espero que uma próxima oportunidade. Peço perdão por Gareth, ele não é o melhor exemplo de homem da Campina. Se quiser nos conhecer melhor, pode me procurar…” – sorri amigavelmente - “… ainda estou curioso sobre a ousadia das mulheres de Dorne. Foi um prazer” - em seguida, fiz uma reverência e segui em direção a minha irmã.

[ Se você quiser pode falar comigo antes de Lorde Tyrell segui em direção a Helena, ok? ]

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Última edição por Luthor Tyrell em Dom Dez 24, 2017 1:32 pm, editado 1 vez(es) (Razão : -)
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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Tymo Blackwood em Dom Dez 24, 2017 2:10 pm

Ethan Blackwood


Cecilian achegou-se a mim com uma taça de vinho em sua mão. Estava exuberante, e o cenho cerrado que carregava ampliava ainda mais sua sensualidade. Sorri de esguelha e logo lhe toquei as costas, com a palma de mão.

Aproximei os lábios de seu ouvido. No Grande Salão o vozerio reverberava pelas paredes. Uma celeuma já começava a se montar, e a cada barril de vinho que era aberto, sorrisos se ampliavam e vozes elevavam o tom. Sentia-me em casa. Já havia bebido mais do que o suficiente para me sentir renovado outra vez. Nem mais me lembrava do cansaço da viagem até Jardim de Cima.
Vejo que a conversa com Sor Graceford não terminara como esperado. – Comentei em sussurros. – Achei que iriam para a sua tenda.

Antes que ela pudesse tomar qualquer ação, firmei o toque em suas costas, deslizando em seguida a ponta dos dedos em sua coluna.
Estou brincando, minha irmã. Sei que você não faria uma burrice dessas. Tristan deixou muito claro que quer nos ver em enlace com Casas relevantes. – Ampliei o sorriso. – Vejamos... – Passei os olhos ao redor, mirando toda a extensão do salão. – Temos figuras muito interessantes nesse torneio, quem sabe o seu futuro Senhor não se encontra aqui.

Tomei o cálice em mãos e o virei de uma única vez. Dispensei qualquer ajuda e o enchi novamente, até o limite, deixando derramar um pouco de vinho sobre a mesa.
Veja aquele homem. – Apontei para uma mesa próxima a nossa. – Harry Grayjoy, o Ceifeiro de Pyke. – Dei uma breve risada. – Chapéu de penas de pavão e túnica. Belas vestes. Será que ele tomou de alguma viúva enquanto invadiam uma terra vassala? – Olhei para o rosto de Cecilian. – Não, não acho que seria benéfico um casamento com ele. Consegue se imaginar dia e noite dentro de um navio?

Deixei escapar mais uma risada.
Ali, olhe. – Apontei discretamente para o canto, um pouco distante de nossa posição, um homem recostado a parede havia me chamado a atenção desde que voltara meus olhos a ele. – Jonathan Baratheon, Senhor de Ponta Tempestade. – Fiz um breve muxoxo. – Como um homem pode trazer um sinal de mau agouro para dentro do salão? E que diabos aquele corvo está fazendo em sua cabeça? – Indaguei, subindo uma oitava. – Se não fossem suas vestes, o emblema que carrega, o confundiria facilmente com um pedinte. – Desdenhei. – Não, acho melhor não, irmãzinha.

Cocei o queixo, focalizando a visão um pouco mais a frente.
Aquele me parece ser o Swann, se meus olhos não pregam peças. – Hesitei por alguns instantes, soltando mais um muxoxo em seguida. – Não. Como eu disse, Casas relevantes.

Aprumei a postura na cadeira, fitando os rostos animados que se enrubesciam com o passar das horas.
Deixe-me ver... Ali. Temos o nosso anfitrião, minha irmã. – Mirei a mesa reservada as Martell, sentado ao lado delas encontrava-se Luthor Tyrell, que se movera até lá tão logo finalizara o seu discurso. – É um péssimo orador, e aposto que jamais erguera sua lâmina em combate, mas ao menos sabe organizar um evento. – Notei os sorrisos vindos da mesa a qual fitávamos. – É melhor se apressar, minha cara. Ouvi falar que as dornesas possuem talentos muito especiais para seduzir um homem. – Aproximei os lábios ainda mais do ouvido de Cecil, sussurrando suavemente. – Quem sabe eu mesmo não consigo levar uma das princesas para minha tenda.

Subi um pouco mais minha mão em suas costas, descendo em seguida apenas com a ponta dos dedos.
Acho que você não se interessou em minhas sugestões. Talvez prefira algo mais caseiro. – Meus olhos agora se voltavam para meu irmão Tymo, que a pouco deixara nossa mesa para ir de encontro aos Starks. Sabia que essa citação provocaria ainda mais Cecilian. – Tymo me pareceu muito interessado na menina Stark. Seu pai parece um selvagem saído das histórias de Para Lá da Muralha, mas ainda assim é Senhor de Winterfell. Tristan ficaria muito feliz em termos o Norte conosco.

Fiz uma breve pausa, aguardando que ela dissesse algo.
Agora, com a sua licença, m’lady. – Fiz uma reverência enquanto sorria amplamente. Tomei o cálice de vinho em mãos e o bebi por completo, em um único gole. – Preciso visitar algumas mesas. Acho que precisa de um tempo com os seus pensamentos.

Gargalhei enquanto deixava nossa mesa. Por fim, enchi mais uma vez o meu cálice.
Conte sempre comigo, minha irmã.

Deuses antigos ouvi-los.


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Re: [EVENTO] Grande Torneio da Campina I

Mensagem por Jonathan Baratheon em Dom Dez 24, 2017 3:31 pm

Mester Roger se aproximou com seu manto e cajado, o sobretudo estava pendurado para as costas, um riso malicioso estampava seu rosto, que se virou e cumprimentou Jonathan.
- Espero que não tenha feito nenhuma gracinha Meister Roger. Como envenenar o banquete inteiro. - disse em voz baixa enquanto o puxava para perto.
- Não, eu nem tinha pensado nisso. Aliás, fiz algo que vai gostar milorde.
- Espero gostar mesmo.
Entregando outra taça na mão de Jonathan, o Meister se retira lentamente. O corvo cralhou um instante, fazendo o jovem dar de beber a ele.
Kars volta acompanhado de Koude Swann. Jonathan murmurou outra ordem na orelha de Kars, que assentindo, se retirou em meio à multidão. Koude parecia um mero soldado no meio dos que estavam a sua volta. Suas roupas não eram melhores que as de um cavaleiro, cotunos médios e calça de cavalgar, além de uma túnica branca um tanto amassada. Seus cabelos estavam bagunçados e talvez um pouco sujos. Estava com um olhar de forçado ânimo, como de praxe. Leif começara a tocar uma balada um tanto quanto animada. A melodia era familiar ao jovem, que abriu um sorriso singelo pela lembrança. Suas viagens ecoavam em sua cabeça em um instante.
- A batalha dos pássaros vermelhos é uma das melhores de Leif. - Falou enquanto se aproximava de Koude para um cumprimento caloroso. - Aqui está o resto. Eu devo ser o único lorde que sabe quem é você e o que minimamente passa pela sua cabeça. - disse enquanto entregava uma bolsa para Koude - Quero lembrar que no mínimo existem mais quatro pessoas além de mim que entendem Alto Valiriano. Talvez até mais. Mudando um pouco de assunto... - começou agora a falar mais baixo e pediu que Ace e Wham bloqueassem a multidão em volta - Queria que você fizesse mais uma pequena coisa.
Olhou ao redor para se certificar que ninguém ouviria aquela conversa. As vozes dentro do salão estavam ecoando mais alto que o normal, possivelmente culpa da disputa de bebedeira entre Harry Greyjoy e Igor Crane. Talvez pela quantidade crescente de pessoas que entravam no salão de portas abertas.

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