Tempos de Calmaria

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Tempos de Calmaria

Mensagem por Nymera Martell em Seg Nov 27, 2017 6:57 pm

Seu corpo estava pesado, quando abriu os olhos via o quarto todo rodar, respirou fundo e tentou se levantar, mas deitou logo em seguida, moveu a perna e sentiu um corpo ao seu lado, quando abriu os olhos viu que era sua mãe que dormia profundamente, se lembrou vagamente da noite passada, foram várias garrafas de vinho, petiscos, risos, histórias, tudo compartilhado com sua mãe, não a via sorrir assim já se fazia um tempo, estava de luto pela morte de seu pai, além dos anos que ficou no mar, mas agora a sentia mais relaxada.


Uma serva adentrou no quarto, era a que vinha lhe acordar todas as manhãs.

- Senhoras, o café foi posto na mesa – não obteve resposta de nenhuma das duas, Lady Mhrian ainda dormia e Nymera não queria responder – Minhas senhoras – ela tentou sacudir sua mãe, mas ela se limitou a gemer e se virar para o lado.

- Traga o nosso café aqui, um bem reforçado, e traga leite com canela, mas não vinho – disse a princesa se levantando um pouco, a serva assentiu e saiu.

- Ainda bem que você falou por que estava prestes a pegar uma adaga e enfiar na garganta dela – Lady Mhrian falou com a voz sonolenta em seguida se espreguiçou e se levantou com os cabelos desgrenhados e o rosto marcado pelo sono – Nem ouse rir de mim, você também está com uma cara péssima.
- Não me atreveria cara mãe – segurava o riso, mas não conseguiu.

Depois de um tempo a comida foi trazida pelos servos, ovos mexidos com linguiça, um pouco de carne de carneiro com ervas, também havia leite com canela, nozes picadas entre outras especiarias, ambas comeram bem, alguns minutos depois veio o meistre lhes contar sobre a comemoração na cidade por termos sobrevivido a tempestade e os danos não terem sido altos, as reconstruções das barracas e casas que foram assoladas pela tempestade foram sucesso e o povo cantava em comemoração a sua princesa.

- Nymera, A Domadora de Tempestades – sua mãe disse enquanto bebia um pouco de vinho que pediu pra trazer.

- Eu não domei nada, apenas mandei recolherem a comida e se esconder – partiu um pão fresco e quente, mergulhou um pouco do caldo de ervas nele e comeu – Se doma-se alguma coisa...

- Seu povo a está chamando assim Nymera, o povo está começando a ver quem você é, viram seu esforço e estão te agradecendo, você é a Princesa deles agora, lembre-se: O povo é a chave de qualquer reino, não importa qual.


A noite todos foram para a praça da cidade, havia barracas com comidas e bebidas, também havia tecidos e joias, tudo estava iluminado por tochas,  havia um grupo de músicos tocando várias músicas, uma chamou sua atenção em especial, não parecia uma música de Westeros, parecia uma vinda de Lys, tomou a frente com passos ligeiros, tinham mais 4 mulheres do grupo que dançavam a melodia que contagiava a todos aos poucos.

Música:

Se sentia leve, rodopiava em pequenos círculos, seus cabelos soltos davam uma visão diferente do seu rosto, sempre lhe diziam isso, seu vestido de seda amarelo tinha aberturas nas saias, possibilitando maior o movimento, gostava de vestidos assim, seus braços subiam e desciam lentamente como um pequeno pássaro, seu quadril se movimentava ao compasso das batidas, então acelerou seus movimentos, mexendo pernas, tórax, tudo em uma sincronia única, tudo pareceu girar em torno daquela música, do fogo e das pessoas, tudo uma coisa só.

Música:

Com a outra música entrou mais mulheres, algumas eram prostitutas que foram para atrair clientes, outras eram esposas, noivas seduzindo seus parceiros, Arsh e Dart estavam cochichando e olhando para uma em especial, morena, com cabelos negros, usando uma calça folgada, com um top cobrindo os seios medianos e com um véu no rosto, um véu de seda que mostrava o que tinha por baixo, seu quadril era deveras chamativo, não demorou muito para que Dart o gêmeo mais tímido fosse até ela, esticou a mão pra dançar com a moça e claro que, como todas as moças que passam pelo caminho dele ou do irmão caem nos olhos que parecem atiçar as mais puras almas.

- Isso me faz lembrar de Qarths – comentou Arsh quando veio ao seu encontro, lhe puxou pela cintura e a segurou quando jogou as costas pra trás na dança que iniciaram – Só sem que toda aquela gente pálida – comentou quando lhe puxou de volta.

Arsh, sempre foi seu parceiro de dança, principalmente quando tinham que distrair algum certo senhor mercantil pra pegar algo importante dele, muitas vezes o mesmo tentou ser seu parceiro de cama, não durou muito, pois também havia Dart, e a fome deles por mulheres do porto, e também houve Ivan. No início Sarch fora interessada nele, a capitã logo a avisou sobre o jeito dele e de sempre andar pelos bordéis do cais, até hoje Nymera suspeitava que a menina ainda possuía alguma afeição pelo rapaz.


Na manhã seguinte não acordou com tanta dor de cabeça, mas o estômago ainda estava um pouco virado, ao chegar na mesa do café encontrou sua mãe com a cabeça apoiada na mão e os olhos fechados.

- Me lembre de nunca mais beber por 2 dias seguidos – Lady Mhrian comentou sem abrir os olhos.

- Que engraçado, eu ia pedir a mesma coisa amada mãe – disse ao se sentar na cadeira – Não tenho estômago pra comer essas coisas.

- Está grávida? Pra estar com enjoou matinal....

- Eu culpo o vinho minha cara mãe, o vinho apenas o vinho, não comece a se animar, não tem um pequeno ser dentro de mim – Graças a Mãe Roine ou os 7 não sei, mas graças principalmente ao chá de lua que tomei na última vez que fiz sexo, pediu leite com especiarias e um pouco de carne de carneiro com ervas.

- Já se decidiu sobre o Torneio da Campina? – Meistre Dave apareceu com um líquido e o entregou para sua mãe, suspeitou que fosse para sua dor de cabeça – Acho que deveria ir, lá pode fazer novas alianças.

- Aposto que nenhum lorde vai querer nem chegar perto de mim, quanto menos formar uma aliança com a gente, é mais fácil eu virar septã do que isso acontecer – bebia um pouco do leite e comia a carne com ervas, sentiu um pequeno toque de pimenta e agradeceu por isso – Não podemos usar a Alia como moeda de troca? Ou será que tenho mais um irmão que eu não sei? Pode ser bastardo, legitimamos depois.

Viu sua mãe respirar fundo e fechar os olhos, poderia ser a dor de cabeça apertando, mas temeu que sua brincadeira se torna-se verdadeira, pois sempre suspeitou que tinha um irmão que não sabia.

- Alia, assim como você ela tem o direito de escolher quem quisesse, claro, existe aqueles casos de extrema urgência, o que não é o de agora, mas creio que só sejam vocês duas.

- Nenhuma notícia do Moors? – perguntou olhando pro prato vazio, um silêncio se alastrou, sua mãe terminou o chá e permaneceu em silêncio – Já que não posso usar a pirralha vou ter que ter um bom jogo de cintura pra fazer alianças lá... – mordia seu lábio inferior enquanto roçava o dedo indicador abaixo do lábio – mandem preparar uma caravana, vamos a Jardim de Cima.

- Vou pedir pra Aarthor se aprontar... – sua mãe ameaçava se levantar.

- Você também vai – falou Nymera a fazendo parar – A quero do meu lado lá, então sugiro que separe sua melhores roupas.

- Não sei se isso vai ser uma boa ideia, é melhor eu ficar pra gerenciar as coisas e...

- Tolice mamãe, não ficarei sozinha no meio daquelas ervas daninhas, nem sei se Alia vai querer ir o que eu duvido que não, e também, a senhora mais do que ninguém é a pessoa que eu mais quero que esteja no meu lado naquele lugar, pois diferente de mim a senhora consegue ficar de cara limpa mesmo quando sente o cheiro de merda.

- Você consegue também quando quer, só lembrar da vez que o Lord Yronwood veio com o seu herdeiro pra propor um casamento, mesmo você não querendo se portou educadamente.

- É, e no final eu o avisei que se ele tenta-se passar a mão em mim de novo eu a amputaria fora – bebeu o resto do leite e colocou o copo na mesa e foi em busca das frutas – O garoto era nojento, idiota e ainda era feio, não me casaria com ele nem se estivesse acorrentada e amordaçada.

- Dizem que ele se tornou um homem bonito, cheio de amantes por onde passa.

- Só se forem cegas, interesseiras, prostitutas ou as cabras dos rebanhos.

- Enfim – Lady Mhrian fechou os olhos buscando manter a calma pra não rir tirar a postura, sem muito sucesso – Você consegue se virara sem mim, mas já que insiste, pedirei para arrumem as minhas coisas.

- Ótimo – se levantou e retornou ao quarto, queria sua mãe consigo para que ela visse como as coisas estão andando, e também para dar um descanso pra ela de tudo aquilo.

Pensou na Princesa Maegelle, e caso ela viesse enquanto estivesse no torneio os servos não mentiriam caso digam que não há ninguém da família Martell no castelo, mas temia que caso fosse ao seu encontro e não acha-se isso causaria problemas, mas se for sábia verá que Nymera apenas está mantendo as aparências de indiferente perante aos Targaryens.

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Nymera Martell
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