A Mão do Reino

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A Mão do Reino

Mensagem por NPC em Qui Jan 11, 2018 6:22 pm

Viserys


Amanhecia na Fortaleza Vermelha, Viserys Targaryen acordava na cama que se encontrava na Torre da Mão, sua nova morada, olhou o espaço e se recordou do que havia acontecido ali, do que ele havia feito, ´Fora naquele chão que jazia o corpo de Jaehaerys e sua tola Mão o Septão Gerald’, não esboçou qualquer reação pelo fato, pelo contrário, havia uma enorme satisfação pelo que tinha feito.
 
Agora não era mais da Guarda Real, estava livre, apesar de possuir novos compromissos. Gostava do cargo de Mão muito mais do que do manto branco. Fez comentários e suposições atrevidas para uma criada, mas a mesma negou tudo e fugiu rapidamente ‘Tanto tempo de branco acabou com minha sedução?’.
 
Arrumou-se como um verdadeiro lorde, gibão negro com o símbolo da Casa Targaryen em carmesim com rubis nos olhos das feras, seus cabelos longos prateados estavam bem cuidados como sempre, soltos e lisos, seus olhos mostravam um violeta mais escuro, pensou que fosse excitação por que agora não era um mero Comandante da Guarda Real, agora ele era a Mão do Rei, o segundo no comando de tudo, todos já o temiam antes, agora o temeriam mais ainda, um sorriso de satisfação estava estampado em seu rosto.
 
Quase tomou o caminho errado indo em direção a seus antigos postos e funções ‘Não tenho mais que cuidar das muralhas do castelo ou do trabalho de seis irmãos não de sangue, apenas um já me da trabalho o bastante’.
 
Ao chegar à mesa de desjejum encontrou apenas seu sobrinho Valerion, não viu sua sobrinha a Rainha Viserra, e quando o questionou o rei disse que não sabia onde ela estava.
 
- Seja mais atento a sua esposa Valerion, há inimigos em toda parte e eu tenho certeza que você odiaria perde-la, ainda mais agora que você não tem nenhum herdeiro, que os 7 o amaldiçoem se ela estiver esperando um filho e do nada for encontrada morta em algum lugar do castelo – seu olhar e voz eram de reprovação, o que fez o jovem se encolher um pouco na cadeira.
 
- Ela levantou antes de mim, não é a primeira vez que ela faz isso, durante a noite ela simplesmente some, mesmo quando nos deitamos parece que ela dá algum jeito de sumir antes de eu me levantar. ‘Eu que vesti o branco e é você que perdeu o fogo?’ suprimiu o comentário para si, estava ficando mais difícil nos últimos tempos.
 
- Ela é uma Targaryen, há fogo em suas veias, mesmo sendo delicada e amorosa não se engano, ela continua sendo um dragão – pegava um ovo cozido e mordia metade com uma dentada, acabado se virou para o sobrinho – Soube que Jardim de Cima está celebrando um torneio em honra a família Tyrell?
 
- Não, nenhuma carta chegou até mim.
 
- É por que eles não mandaram nenhum convite para nós.
 
- O que?! – rapidamente o humor de Valerion se alterou – Como eles tiveram a coragem...
 
- Não posso culpa-los.
 
- Como não tio?! – a voz do rei se levantava ainda mais – EU sou o Rei, como eles não poderia nos mandar um convite para esse torneio medíocre?
 
- Por que bem antes um dos nossos dragões fugiu do fosso não sei como e queimou um pequeno pedaço da plantação de Jardim de Cima, lembra-se do incidente com Saera? – o viu confirmar com a cabeça – Então, Lorde Wilson, o filho mais velho a enfrentou e venceu, mas morreu logo em seguida, por isso eu não acho que os Tyrells não nos mandariam um convite para o torneio tão abertamente.
 
- A culpa foi daqueles incompetentes que não conseguiram fechar o fosso a tempo, ainda bem que Saera os queimou, pois iria mandar executa-los logo em seguida – Valerion levou um cálice de vinho aos lábios, parecia revoltado – Por mim nós iríamos nesse torneio, mostrando que não podem esquecer quem é o soberano dessas terras, mesmo que tenha acontecido esse incidente com Saera, não mandamos uma carta nos desculpando?
 
- Sim, mas palavras são como o vento meu senhor – um sorriso zombeteiro surgiu em seus lábios - Mas respondendo ao seu comentário Majestade -O tom acabou saindo um pouco sarcástico- Eu já pedi que preparassem uma comitiva em direção a Jardim de Cima, ou se preferir, nós poderemos ir voando – nesse minha sobrinha a Rainha Viserra entrou pelos portões, de fato era uma jovem bela, com a aparência idêntica a de sua irmã, um corpo sinuoso e fabuloso desperdiçado por Valerion – Minha cara Viserra...
 
Sua expressão triste não saía de seu corpo, muitas vezes eu aconselhei meu sobrinho há passar mais tempo na cama do que se preocupando com vermes revoltados com as fossas de dejetos que eu poderia obliterar, o que de fato ele não o faz, ao a analisar mais de perto refleti que se tivesse minha bela sobrinha em minha cama não a abandonaria tão cedo, ou minha irmã Vaella...
 
- Ah, Viserra a cada dia que passa enfatiza mais e mais o fato de não acreditar que Maegelle seja uma traidora, junto com Gaemon e minha mãe – o semblante do rei ficou mais sombrio, e infantil. – Ela sempre preferiu Maegelle a mim.... Sempre...
 
- Acho que deveríamos levar Viserra também, afinal ela é a Rainha do 7 Reinos, a mulher mais bonita destas terras, deixe que os lordes o invejem por tê-la em sua cama todas as noites, e que as ladys o cobicem e queriam se tornar suas amantes...
 
- Não desejo ninguém, Viserra é o suficiente pra mim, deixo as ladys para o senhor tio, agora que não está mais preso as regras da Guarda Real pode tomar esposas e gerar filhos, seria bom, prolongar a linhagem, foder com algumas senhoras de vez em quando pode lhe fazer bem, não viverá pra sempre ouso dizer – Valerion expressava um sorriso zombeteiro enquanto comia um pão com ovos e linguiça.
 
Depois de comer tratou de resolver algumas questões do reino, mas a frase do sobrinho falou ficava na cabeça de Viserys, agora que o cargo de Lorde Comandante fora pra Sor Jonson Storm, um bastardo das Terras da Tempestade, mas um homem honrado, de confiança e extremamente leal. De fato, agora poderia se casar e ter filhos, por anos cobiçou sua irmã em segredo, Vaella, sentiu uma certa angústia quando ela se casou com seu irmão, depois, foi Maegelle, que puxara sua mãe, só que com mais curvas, e Viserra, que era idêntica a irmã, já havia tomado algumas servas, putas e algumas bastardas de lordes de casas menores, mas não tinha nenhum bastardo, era rígido com isso, enfatizava que elas deveriam tomar o chá de lua depois que transassem com ele, mas agora tinha que pensar em uma boa mulher para se casar, alguém que será vantajoso a união, e que não desperdiça-se sua liberdade recém adquirida.
 
Ao anoitecer foi ao quarto ver sua sobrinha, a encontrou sentada no encosto da janela, olhando por fora da Fortaleza Vermelha e além, tinha se alimentado pelo que os servos lhe disseram, ainda estava com seu vestido branco, a dava um ar de inocência, o que de fato era, aquilo de alguma forma excitava o homem, e projetava ideias e imagens dele a tomando para si, mas se controlou.
 
Buscou ser delicado, dentro todos os filhos do irmão ela era a única com quem conseguia ser verdadeiramente manso, era a única que não se metia em confusão ou discussões, poderia ser a Targaryen mais calma a ter pisado em Westeros, com seus olhos violetas e sua pele suave.
 

Ao finalmente convencer a rainha a ir para Campina tratou de dar as ordens de saída, pensava em ir voando, mas isso não seria bem visto pelos Tyrells, pensou em montar uma boa comitiva, 30 homens da Guarda Real bem armados a cavalo, queria chegar bem a tempo para as competições, queira demonstrar o poder de Targaryen, queria impressionar o reino.
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